O que comi no Chile, Parte 2


No quarto dia no Chile viajamos para conhecer duas cidades litorâneas: Viña del Mar e Valparaíso. Apesar de serem vizinhas, você percebe onde uma acaba e a outra começa: a primeira é mais limpa, cheia de flores e com cara de praia turística, a outra é mais pobre e suja, porém muito mais charmosa.
No caminho para Viña del Mar você pode ver inúmeras vinícolas através da estrada, então não durma no ônibus, pois a viagem por si só já é bem bonita. Chegando na cidade, visitamos alguns pontos turísticos, como o Museu Fonck, onde não entrei, mas tirei foto com o Moai que fica do lado de fora; a Quinta Vergara, um lindo parque onde fica um grande anfiteatro, em que ocorre o Festival Internacional de la Canción de Viña del Mar; e a Praia Reñaca, um lugar bonito, mas que não me tirou tanto o fôlego, talvez porque eu more numa cidade litorânea. A cidade é o destino preferido de quem mora em Santiago nessa época, especialmente pelo clima menos seco.

Como estávamos num ônibus de excursão, não tivemos muita escolha na hora do almoço em Viña del Mar. Ou era o restaurante meio “deprê” indicado pelo guia ou era o bar/restaurante em formato de barco em frente à praia, que pelo menos parecia mais iluminado e vivo: Terrazza di Palli. Bem popular, estilo barraca de praia, mas cumpriu bem seu papel de matar a fome e garantir a vista para o Pacífico. Imagino que quem vá à cidade com maior liberdade pode encontrar inúmeros restaurantes melhores. Para não arriscar, todos pediram salmão, com acompanhamentos e molhos diversos.

Depois do almoço seguimos para Valparaíso, mais especificamente para uma das 3 casas do Pablo Neruda, La Sebastiana. Um lugar incrível e muito bonito, com um simpático café e uma vista maravilhosa para a cidade. Infelizmente, dentro da casa não é permitido fotografar, mas lá você pode ver de perto todos os objetos e móveis do poeta e percorrer os 5 andares ouvindo as descrições de todos os detalhes (em português, com ajuda de um aparelhinho individual programado).

Depois fomos andar pelas ruas da cidade, observando as cores das casas, as ladeiras com seus funiculares, as ruas repletas de pombos e muitas pinturas nos muros. Dizem que à noite a cidade é muito viva, mas infelizmente não podíamos ficar. Caso você se interesse em visitá-la um dia, nesse link tem umas dicas ótimas.

Voltamos para Santiago e à noite, mesmo com muita dor nas pernas depois de tanta ladeira, fomos andar pela Isidora Goyenechea, que é uma avenida com muitos restaurantes, um paraíso! Queríamos comer a famosa pizza do Tiramisú, mas tinha fila até a esquina para entrar. Já era tarde e não pude entrar na Coquinaria também, já estava fechada e era um dos lugares que mais queria ir. Apesar de tudo, ainda havia tanta opção que não sabíamos o que escolher, então fomos vencidos pelo cansaço e entramos no restaurante Bariloche. Eu juro que se eu soubesse que se tratava de uma churrascaria eu jamais teria pedido uma pasta, mas foi o que acabei pedindo na hora, um Penne com almôndegas e pesto. Uma das piores coisas que provei na vida. Apesar da aparência boa, não tinha sabor nenhum, não consegui comer. O Ric teve mais sorte com Escalopes à moda pobre (com ovo frito e batatas), e meus amigos gostaram de seus Salmão Atum com salada e Bife de chorizo. Mas ninguém suspirou, estava apenas bom.

Para compensar, fomos comer sobremesa e tomar um café na tradicional Confiteria Torres. Nada demais também, apesar do ambiente ser muito agradável, as sobremesas eram bem sem graça. Mas foi bom para esquentar, pois nessa noite estava fazendo frio. Ou pelo menos tentar esquentar, já que uma coisa curiosa em Santiago é que o café nunca é tão quente e os sucos nunca são muito gelados.

Continua na Parte 3. [Parte 1] [Parte 4]

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6 comentários sobre “O que comi no Chile, Parte 2

  1. E a vontade de voltar ao Chile só aumenta 🙂

    Que lugares lindos você visitou! Fomos à Viña del Mar de noite, perdi a paisagem da primeira foto :-/

    Beijo!

    • Letícia, eu fiquei tão curiosa para ir no litoral à noite, deve ser bacana! Mas pra isso teríamos que nos hospedar por lá, ia ser muita mão-de-obra, quem sabe na próxima vez, quero que haja uma próxima! 😀

  2. Já tou com saudades de lá! =)
    Adorei o post, Lu! acho que não teria paciencia para fazer algo assim. mas vc me inspirou. acho que vou pelo menos selecionar/apagar algumas fotos rsrs. =P
    ah, e eu comi o atum no Bariloche e não o salmão! até que tava bom! heheheh
    Bju!

    • Ju, também estou com saudades, não só do Chile como de vocês e da gente junto por lá, rs. Menina, é verdade, era um atum, eu tenho certeza de que confundi vários pratos, mas é que não dá para lembrar de tudo, o Ricardo já esqueceu vários que ele comeu, rs. Você teve sorte nesse dia, mas também quem mandou eu pedir uma massa, hehehe. Faz um resumão no teu blog também! Beijão!!!

  3. Também achei a Confiteria Torres mai charmosa do que com bons doces. Este nome engana mesmo! Mas o espresso que tomamos lá estava ótimo, o melhor da viagem. As casas do Pablo Neruda pra mim são os melhores passeios no Chile. Amei Valparaíso. Pena que não deu pra você ir na Coquinaria e na Tiramisu. Mas o bom é isto né? Ter que voltar pra fazer o que faltou. Eu quero ir no Le Bistrot, estava na minha lista. Beijos,

    • Lu, do café não posso falar porque tomei um descafeinado, queria garantir que ia dormir, rs. Mas os doces, realmente, bem fraquinhos. As casas do Neruda são lindas, realmente, só não conheci a de Isla Negra, fica pra próxima. Tenho que voltar, quero fazer o deserto de Atacama! rs Beijos!

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e responderei aqui mesmo.

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