O que comi no Chile, Parte 3


Todos os dias tomávamos café da manhã no hotel mesmo. A melhor parte no café era a tortinha tres leches e a tortinha de pecã com doce de leite. Não tivemos muita sorte com as sobremesas do Chile, mas no hotel essas tortas compensaram. No quinto dia, depois do café, fomos perambular por alguns locais do Centro, em direção ao Mercado Central. Eu imaginava que não iria gostar muito por conta de alguns relatos que já havia lido, mas como dizem ser obrigatório, lá fomos nós. O Mercado é bonito, mas não tem como não pensar em como o de São Paulo é mais agradável. Dizem que é melhor chegar cedo, o que não foi o nosso caso, já era tarde e nem sofremos o ataque dos garçons de que o pessoal tanto fala. Na verdade estava tão lotado que eles nem deram muita bola pra gente. Mesmo assim, conseguimos uma mesa para almoçar no Don Augustos, o mais famoso do mercado, mas a maioria de nós estava meio desanimada para comer lá. O garçon demorou um pouco para atender e foi o golpe de misericórdia: seguimos para nosso próximo destino. Eu já vi comentários de que o almoço no mercado é muito bacana, então é uma questão de experiência mesmo, algumas pessoas vão amar, outras vão achar uma roubada.

Nosso próximo destino era o Pátio Bellavista. É um centro cultural com restaurantes, apresentações artísticas e lojinhas de artesanato e roupas. A intenção era comer no Le Fournil, mas as mesas do restaurante francês estavam sob o sol a pino, então fomos para a sombra do Backstage Experience, um bar/restaurante com um pouco de tudo, onde finalmente tomamos um pisco sour, a bebida local obrigatória. É uma bebida preparada com pisco (aguardente de uva), limão e, em alguns casos, clara de ovo. Lembra muito nossa caipirinha e você pode escolher a intensidade do drink pelas variações no teor de álcool do pisco. No primeiro gole eu achei forte, mas dali a pouco estava descendo macio.

Depois do fracasso do penne no dia anterior, eu tinha que matar minha vontade de comer massas e foi o que acabei pedindo no Backstage. Eu e minha amiga pedimos nhoque: o dela era com manteiga e ervas, o meu com um molho de tomate e bacon. Os rapazes pediram uma lasanha e um filé ao molho de vinho. Com exceção do primeiro prato, que era bom, mas um pouco enjoativo, todos apreciaram muito a comida e os sucos. Mais uma vez, a quantidade era absurda! Do meu prato ainda comeriam 2 pessoas depois que eu terminei. Nossa mesa estava localizada bem no palco do restaurante e foi muito engraçado ter a sensação de que éramos a próxima atração.

Passeamos um pouco pelas lojas do Patio e depois de pegar um taxista que conhecia menos Santiago do que nós, seguimos à pé para o supermercado próximo ao hotel, em Providencia, com a intenção de observar os produtos e comprar chocolates. Os mais comuns que vimos eram da Nestlé e da Costa, uma marca local. A maioria é ao leite com amêndoas, todos deliciosos. O Trencito é tradicional do Chile, parece que antigamente vinha com fotos e informações sobre os trens do país.

À noite estava todo mundo exausto e queríamos comer algo leve perto do hotel mesmo, já que é uma área com muitas opções. Fomos à pé para um quarteirão muito bacana em Providencia, entre as ruas Pedro de Valdivia e Orrego Luco, onde há diversas opções de bares e restaurantes. Consideramos alguns cafés, depois demos uma olhada no cardápio do El Huerto, que é vegetariano, mas não nos animamos muito com o forte cheiro de cigarro. Acabamos ficando no bar chileno Liguria, que era nossa opção do dia anterior, caso não tivéssemos ido à Isidora. Apesar de cansados, ficamos animados com a atmosfera vibrante do local, com a decoração e a boa música. Quando viram que éramos brasileiros convocaram um garçon que falava português. Foi um dos cardápios que tivemos mais dificuldade em entender os ingredientes dos pratos (o local não é voltado para turistas), mas o garçon ajudou bastante. Eles são conhecidos pelos sanduíches, então foi o que pedimos.  O sanduíche mais gostoso da mesa foi o de pernil. O nome do que pedi eu não lembro mais, mas era um sanduíche com carne assada, cebola e rúcula (lembrei: era plateada asada, que eles assam no vinho branco por 2 horas). Estava gostoso, porém um pouco seco. O Ric ainda arriscou uma sobremesa: leche asada, um espécie de pudim mais rústico.

A melhor parte de jantar em Providencia era voltar à pé para o hotel, nas ruas limpas e seguras de Santiago, curtindo o friozinho da noite. Continua na Parte 4 (última). [Parte 1] [Parte 2]

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8 comentários sobre “O que comi no Chile, Parte 3

  1. Que delicia de passeio! com alguns contratempos rs mas valeu a pena com certeza! Muito lindo!
    Feliz 2012!
    Beijos
    Ivani

  2. A gente sempre planeja ir comer em n restaurantes, mas acaba ficando cansado, não quer pensar muito, pegar táxis, etc…

    Comida no Brasil (e não só comida) , principalmente nas capitais, anda muito cara mesmo.

    • Karen, está caro mesmo, nem tenho saído muito ultimamente pra comer fora, o pior é que às vezes a comida nem vale o preço porque quando vale até que dá gosto pagar. Bj!

    • Camilla, ainda tinha muita comida diferente para provar, mas não dá tempo, eu teria que ficar mais dias, rs. Mas como é gostoso sair da rotina! Beijos!

Obrigada pela visita! Deixe um comentário e responderei aqui mesmo.

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