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Panetone


Confesso que nunca fui muito fã de panetone ou qualquer coisa que levasse frutas cristalizadas. Mas isso porque os panetones industrializados geralmente usam frutas de péssima qualidade (mamão verde com corante). Ao fazer um caseiro, você pode escolher as frutas de sua preferência, afinal o panetone nada mais é que um pão macio e amanteigado com frutinhas. Cranberries secas, uvas passas, caju em passas… Eu usei damascos e tâmaras secas.
Nesta receita, o pão fica bem com textura de brioche. A distribuição das frutas não ficou perfeita, mas acredito que é porque eu deixei a massa bem úmida, não queria que ele ficasse seco depois de esfriar. É uma ótima receita pra quem nunca fez panetone, se você já fez qualquer pão com sova, não tem mistério nenhum, tanto que no dia seguinte eu fiz novamente.

Ingredientes:
400 g de farinha de trigo (mais 1/4 de xícara para dar o ponto)
1/2 colher (chá) de sal
5 g de fermento biológico seco (ou 15 g do fresco)
120 ml de leite morno
2 ovos levemente batidos
2 gemas
6 colheres (sopa) de açúcar
150 g de manteiga em temperatura ambiente
150-200 g de frutas secas de sua preferência (usei damascos e tâmaras)
1 colher (sopa) de rum (dessa vez usei Cointreau)
1/2 colher (sopa) de extrato de baunilha
Raspas de 1 limão (usei algumas gotinhas do sumo também)
1 pitada de noz moscada
Manteiga derretida para pincelar (1 a 2 colheres de sopa)

Prepare um recipiente fundo para assar o panetone. Eu usei uma lata (daquelas de cereais) com 13 cm de altura e 13 cm de diâmetro pois eu queria que ficasse bem alto (a receita original sugere uma forma funda de 15 cm de diâmetro). Se usar uma lata (veja aqui como preparei a lata), coloque uma assadeira pequena embaixo para servir de apoio na hora em que for retirar do forno. Você pode usar uma forma grande de suflê ou formas de papel próprias para panetone. Unte bem a sua forma com manteiga e, usando papel manteiga, faça um círculo para forrar o fundo da forma e um cilindro para forrar as laterais, de forma que este cilindro seja mais alto que ela, passando uns 8 cm, para que o pão tenha bastante espaço para crescer. Este da foto ficou com 18 cm de altura depois de assado.

Peneire a farinha de trigo e o sal numa tigela grande e faça um buraco no centro. Misture o fermento com o leite morno e despeje sobre esse buraco, juntamente com os ovos inteiros. Vá misturando com um garfo, somente no centro, adicionando, com o movimento, a quantidade de farinha de trigo necessária para que se forme uma pasta grossa. Polvilhe um pouco de trigo sobre essa pasta e leve para um local sem correntes de ar para descansar por 30 minutos e formar a esponja.

Agora adicione as gemas e o açúcar e misture tudo, inclusive o trigo que ficou nas laterais da tigela, até formar uma massa macia. Incorpore a manteiga e leve para sovar numa bancada levemente enfarinhada. Nessa etapa a massa fica bem mole. Você pode acrescentar mais um pouco de farinha, se for necessário. Eu usei 1/4 de xícara a mais. O ponto é uma massa lisa e úmida, mas que solta levemente das mãos, não acrescente farinha demais. Para que não grude tanto, use uma espátula de silicone ou raspador para ajudar a soltar da bancada. Sove por uns 5 minutos. Volte-a para a mesma tigela (se usar outra tigela, unte levemente com manteiga), cubra com filme plástico e/ou um pano e deixe crescer por 1 hora e meia a 2 horas, num local sem correntes de ar, até que dobre de tamanho.

Enquanto isso, pique as frutas e coloque-as num recipiente com o rum, as raspas de limão, a baunilha e a noz moscada. Misture tudo e reserve. Terminado o descanso, soque a massa e despeje-a sobre a bancada novamente (levemente enfarinhada). Adicione as frutas e incorpore-as na massa levemente. Faça uma bola e despeje com cuidado na forma preparada. Cubra com um pano e leve para crescer, dessa vez por 1 hora ou até que dobre de tamanho. Faltando uns 20 minutos para terminar o descanso da massa, acenda o forno em 200°.

Faça um corte de cruz no topo da massa e pincele com metade da manteiga derretida. Asse o pão por 20 minutos. Abra o forno, pincele novamente o topo com o restante da manteiga e abaixe a temperatura para 180°. Asse por mais 25 a 30 minutos, ou até que esteja bem dourado. Deixe esfriar por 10 minutos antes de desenformar. Esfrie em grelha.

Fonte: Afternoon Tea – Molly Perham.

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Sacripantina [5 anos de blog]


Não sou muito fã de tortas feitas com pão-de-ló, mas sempre tive curiosidade com a torta Sacripantina, uma sobremesa de origem italiana que fez muito sucesso no Brasil na década de 50 e que lembra um pouco o Tiramisù. Pelo pouco que encontrei sobre a torta, ela foi inventada por Giovanni Preti, em 1851, para homenagear o personagem Sacripante, do poema Orlando Furioso, por sua personalidade arrogante, sedutora e robusta.

Realmente, robusta é uma boa definição para a Sacripantina, com suas camadas de creme amanteigado à base de zabaione, enriquecidas com café e chocolate e cobertas por biscoitos Amaretti. É uma torta trabalhosa, para ocasiões especiais, e ela foi escolhida para comemorar os 5 anos do Quiche de Macaxeira.

Caso queira diminuir o teor alcoólico da receita, sugiro molhar o bolo com uma calda comum de açúcar ou diluir um pouco a bebida que for usar. Do contrário, faça um brinde a cada fatia.

E não esqueçam de conferir o resultado do sorteio!

Ingredientes:
Pão-de-ló:
60 g (1/2 xícara) de farinha de trigo
55 g (1/2 xícara) de amido de milho
1 pitada de sal
4 ovos, em temperatura ambiente, separados
3/4 xícara de açúcar
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha

Recheio:
150 g de chocolate meio amargo picado
2 colheres (sopa) de café instantâneo
2 colheres (sopa) de água
4 gemas grandes
3/4 de xícara de açúcar
1/3 de xícara de conhaque (usei Cointreau)
300 g (1 e 1/2 xícara) de manteiga

Montagem:
1/2 xícara de vinho Marsala ou do Porto (usei do Porto)
3 xícaras de biscoito amaretti ou biscoito champanhe esmigalhado
Açúcar de confeiteiro e/ou cacau em pó a gosto

Aqueça o forno a 180°. Unte o fundo e as laterais de 2 fôrmas de 20 cm de diâmetro (usei 2 fôrmas comuns de 18 cm, a receita sugere uma forma grande de aro removível de 20 cm). Forre o fundo das fôrmas com um disco de papel manteiga e polvilhe tudo com um pouco de farinha de trigo, retirando bem o excesso.

Para a massa, primeiro separe numa tigela pequena a farinha, o amido e o sal. Reserve.
Bata as gemas na batedeira com 1/4 de xícara do açúcar e a baunilha, até que fique um creme esbranquiçado. Em uma outra tigela, bata as claras em velocidade baixa, até espumar. Aumente a velocidade gradualmente e bata até formar picos moles. Vá acrescentando o açúcar restante, 1 colher de chá de cada vez, e continue batendo até formar picos firmes. Com uma espátula, misture as gemas às claras. Acrescente a farinha, peneirando por cima, em três adições e incorpore delicadamente. Despeje a massa nas fôrmas e asse o pão-de-ló por 20 a 25 minutos (os meus assaram em 22 minutos) ou de 35 a 45 minutos se usar apenas uma fôrma grande. Ele deve ficar dourado e passar no teste do palito. Passe uma faca ao redor da fôrma, para soltar a massa, retire o papel, desenforme e deixe esfriar sobre grade.

Para os recheios, derreta o chocolate em banho-maria ou microondas e dissolva o café em 2 colheres de água. Reserve-os. Bata as gemas e o açúcar, junte o conhaque e coloque-os numa tigela em banho-maria com água quente, sem ferver (a tigela não deve encostar na água). Bata essa mistura constantemente, até engrossar (você pode fazer isso com um fouet ou usar uma batedeira de mão). Retire do fogo e continue batendo por 4 a 9 minutos até esfriar, adicionando 1 colher de sopa de manteiga de cada vez (nessa parte é melhor com batedeira). Bata até ficar um creme liso. Divida o creme em duas partes iguais. Ao primeiro creme você adiciona o chocolate derretido e, ao segundo, o café dissolvido. Em cada um, bata mais um pouco para que misture bem.

Para a montagem, corte cada pão-de-ló em duas camadas iguais (ou em quatro camadas iguais, se fizer na fôrma grande) com a ajuda de uma faca grande de serra. Pincele as camadas com o vinho Marsala ou do Porto, umedecendo bem. Espalhe com uma espátula um pouco de creme de café sobre uma camada do pão-de-ló. Cubra com mais uma camada do bolo e espalhe por cima uma parte do creme de chocolate (cerca de 6 colheres de sopa). Coloque por cima mais uma camada de bolo e espalhe umas 5 colheres do creme de café. Cubra novamente com bolo e espalhe o creme de chocolate sobre toda a torta. Leve à geladeira por alguns minutos e espalhe o restante do creme de café sobre tudo. Polvilhe toda a torta com os biscoitos esmigalhados e leve para gelar. Antes de servir, polvilhe com cacau em pó e/ou açúcar de confeiteiro.

Fonte: Recorte antigo sem fonte, acredito que alguma revista Claudia antiga.

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Barrinhas de Geléia e Amêndoas do Bill


Ao assistir esse episódio do Bill’s Holiday, fiquei morrendo de vontade de fazer essas barrinhas com geléia de framboesa. Não são muito doces e a massa é simplesmente divina, vou usá-la em outras receitas de tortas e biscoitos. Não deu pra tirar uma foto decente, mas deixo aqui o vídeo do Bill fazendo essa receita maravilhosa e perfumada.

Ingredientes:
200 g de manteiga (separe 50 g para a cobertura e 150 g para a massa)
Amêndoas em lâminas (quanto baste, o suficiente para cobrir uma assadeira média)
1 fava de baunilha (ou 2 colheres (chá) de extrato)
100 g de açúcar (massa) + 1/4 de xícara de açúcar (cobertura)
2 colheres (sopa) de leite
40 g de amido de milho
220 g de farinha de trigo
Geléia de framboesa (quanto baste, usei um pote pequeno inteiro) ou outra geléia de sua preferência

Comece pela cobertura: aqueça os 50 g de manteiga, acrescente as amêndoas, 1/4 de xícara de açúcar, a fava da baunilha cortada no comprimento e liberada as sementes (ou 1 colher de chá de extrato) e o leite. Mexa em fogo baixo até ficar levemente caramelado. Reserve para esfriar e retire a fava.
Para a massa, bata numa batedeira (com a pá, se possível), os 150 g de manteiga com os 100 g de açúcar e o que sobrou da fava de baunilha (ou mais 1 colher de chá de extrato), até ficar homogêneo. Aos poucos acrescente o amido e o trigo, peneirando, batendo a cada adição.
Distribua a massa numa assadeira média forrada com papel manteiga, com o auxílio das mãos. Leve para assar em forno pré-aquecido em 180°, por 12 minutos, para dourar um pouco.
Quando a massa estiver fria, espalhe a geléia sobre ela e depois cubra tudo com a cobertura de amêndoas, apertando ligeiramente. Forno mais uma vez por 25 minutos. Para servir, corte em barrinhas.

Fonte: Bill’s Holiday, Episódio “South East Pastures”.

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Torta de Trufa e Merengue de Chocolate [3 anos do Blog]

Essa foi a receita que escolhi para comemorar os 3 anos do blog. Até hoje tenho um carinho incrível pelas blogueiras que começaram antes de mim e aquelas que começaram junto comigo, numa época que não havia tantas. Não quer dizer que as outras pessoas que apareceram depois sejam menos queridas, mas sempre que o blog faz aniversário me lembro dos meus primeiros momentos, os primeiros blogs descobertos, as primeiras amizades, como quem se lembra de amigos de infância.

Agora sobre o bolo: pra resumir, trata-se de uma trufa gigante sobre uma base de merengue de chocolate; na verdade é mais uma torta que um bolo. Além de delicioso, é fácil de fazer e perfeito para se preparar de véspera. A única coisa que eu mudaria seria dobrar a massa de base, pois a camada de merengue fica muito fina e quase não se percebe, apesar de eu ter usado uma fôrma um pouco maior que a recomendada. Eu usei um chocolate meio-amargo, numa próxima eu usaria um mais amargo.

Segue um pedacinho aos queridos e queridas que sempre vêm por aqui, os que comentam e os que não comentam também. ;D

Ingredientes:
Base de Merengue:
1 clara
50 g de açúcar
2 colheres (chá) de cacau em pó
1 gota de vinagre de vinho

Recheio de Trufa:
400 g de chocolate amargo ou meio-amargo
60 ml de rum
60 ml de glucose de milho
500 ml de creme de leite fresco
Cacau em pó para decorar

Preaqueça o forno em 180°. Prepare uma forma de aro removível de 20 cm, forrando com papel manteiga e untando as laterais com óleo vegetal (algum que não passe sabor: o de canola, por exemplo). Prepare a base, batendo a clara até formar picos moles. Com a batedeira em movimento, adicione o açúcar aos poucos até que a mistura fique espessa e brilhosa. Peneire por cima o cacau e junte o vinagre, misturando tudo para que fique homogêneo. Espalhe o merengue na forma preparada, nivelando da melhor maneira possível e leve para assar por 15-20 minutos. Deixe esfriar enquanto prepara o recheio.
Derreta o chocolate com o rum e a glucose numa tigela em banho-maria. Retire do calor e deixe esfriar por 5 minutos. Bata o creme de leite até ficar um pouco espesso, levemente aerado. Junte ao chocolate, até que fique tudo bem misturado. Despeje essa ganache sobre a base de merengue e cubra a forma com filme plástico. Leve à geladeira por muitas horas, uma noite ou um dia, pode ficar até 2 dias.
Antes de servir o bolo, retire-o da geladeira por alguns minutos para facilitar a retirada do aro da forma. Caso queira, pode tentar retirar o bolo da base da forma (eu não tentei pois não tinha usado o papel manteiga) ou servi-lo com a base mesmo. Passe uma espátula nas laterais, caso queira um aspecto mais liso e polvilhe com cacau em pó.

Fonte: Feast: Food that celebrates life – Nigella Lawson.

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Cuca de Uva


Eu não descansei até preparar essas maravilhosas cucas, desde que as vi no blog da Neide. São extremamente macias, com uma farofinha doce e crocante por cima e junta-se com as uvas assadas e carameladas, um espetáculo! Melhores ainda quando estão morninhas, saídas do forno. Fiquei com dúvidas na hora de preparar a receita pois a Neide esqueceu alguns detalhes, como quando usar os ovos etc. Mas como já estava tudo pronto pra fazer não dava tempo de perguntar. Ponho aqui da maneira que fiz e deu certo.

Ingredientes (para 5 cucas):
Para o pão:
30 g de fermento biológico fresco
250 g de açúcar
12 g de sal
750 ml de leite
75 g de manteiga em temperatura ambiente
2 ovos grandes
1,25 kg de farinha de trigo

Para a farofa:
1 xícara de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de manteiga

Para a cobertura:
500 g de uvas escuras lavadas e secas (usei da crimson e da thompson)
Obs: pode ser usada outra fruta ou chocolate, doce de leite etc.

Numa tigela grande, dissolva o fermento com o açúcar. Dissolva o sal em um pouco de leite e junte ao fermento. Acrescente a manteiga e os ovos. Misture tudo e adicione o restante do leite também. Vá acrescentando a farinha de trigo aos poucos, mexendo com a colher de pau, até ficar difícil de mexer. Passe a misturar então com as mãos, juntando a farinha e trabalhando a massa, até ficar homogênea e não grudar nas mãos (usei um pouquinho mais de farinha e ainda grudava, mas não tem problema se ainda grudar um pouco). A massa fica macia, é só selar com um pouco de farinha e levar pra crescer coberta com um pano até dobrar de volume.
Enquanto isso, faça a farofa, misturando todos os ingredientes com as mãos. Pode usar uma peneira grossa pra ficar mais soltinha. Reserve na geladeira.
Quando a massa crescer (não esperei muito, pois estava com pressa), divida-a em 5 partes (dividi em quatro, pois 3 fiz no formato normal e outra grande numa forma maior) e abra para tomar o formato de suas assadeiras. Unte as formas com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Ajeite cada massa nas assadeiras e cubra com as uvas, pressionando um pouco para ficarem seguras. Espalhe por cima a farofa e leve para crescer novamente até dobrar de volume. Nesse momento já pode ir aquecendo o forno em 200°. Quando estiverem dobradas, leve as cucas para assar por cerca de 1 hora (as minhas levaram menos tempo) ou até ficarem douradas por cima.

Fonte: Come-se.

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Queijadas de Sintra [Sopa de Letras]


Essa receita é minha participação ao evento Sopa de Letras. É engraçado que neste caso não é o romance que me lembra a comida, mas a comida que me lembra o romance. Sempre que vejo queijadinhas lembro do episódio das Queijadas de Sintra do Cruges no livro Os Maias. Mas como é um episódio longo, deixo aqui outro trecho da obra em que as ditas são citadas. A receita da massa pesquei da Elvira e o recheio foi baseado neste. Ficaram muito gostosas!

Vou aproveitar e dar mais uma chance a quem não conseguiu participar: dia 15 de julho. Neste dia eu listo aqui todo mundo que participou para que a Socorro e eu façamos o sorteio do livro.

Apesar de Eça não ser um dos meus autores favoritos, gosto muito desta obra (especialmente os diálogos entre Ega e Carlos) e sou apaixonada pela Literatura Portuguesa.

“A porta abriu-se – e o Ega parou, assombrado, intimidado, de chapéu branco, de guarda-sol branco, e com um embrulho de papel pardo na mão.
– Maria – disse Carlos – aqui tens enfim o meu grande amigo Ega. E ao Ega disse simplesmente:
– Maria Eduarda.
Ega ia largar atarantadamente o embrulho, para apertar a mão que Maria Eduarda lhe estendia, corada e sorrindo. Mas o papel pardo, mal atado, desfez-se; e uma provisão fresca de queijadas de Sintra rolou, esmagando-se, sobre as flores do tapete. Então todo o embaraço findou através de uma risada alegre – enquanto o Ega, desolado, abria os braços sobre as ruínas do seu doce.”
Os Maias – Eça de Queiroz

Ingredientes:
Massa:
350 g de farinha
1 pitada de sal
75 g de manteiga
1 ovo
120 ml de água

Recheio:
500 g de queijo fresco (usei minas frescal)
4 gemas
40 g de farinha de trigo
260 g de açúcar branco
20 g de coco ralado
1 g de canela

Para a massa, processei (com a faca para massas) a farinha com o sal e a manteiga cortada em pedaços. Se não tiver processador, amasse tudo com a ponta dos dedos. Juntei o ovo e fui colocando a água aos poucos pelo tubo do processador, até a massa ficar lisa e uniforme. Abri a massa com o rolo na bancada e recortei 12 círculos de 12 cm. Sobrou massa para forrar uma fôrma de quiche (reserve para outra receita, se quiser).
Faça cortes nos círculos para formar as tigelinhas de massa e distribua todas em formas de muffin. Reserve e faça o recheio, esmagando o queijo, com as gemas e o açúcar até ficar uma massa bem misturada (também fiz no processador, com a lâmina). Junte a farinha, o coco e a canela e misture bem.
Recheie as tigelinhas e leve para assar em forno de 190° por cerca de 30 minutos.

Fonte: Ao Acaso e Elvira’s Bistrot.

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Trança de Castanha-do-Pará [ou de Tomate Seco e Cottage]

Fiquei muito satisfeita com essa massa, tanto que preparei-a duas vezes na mesma semana. Ela fica macia, doce e parece combinar com qualquer tipo de recheio. Hoje fiz com tomate seco e cottage (numa versão salgada) e ficou muito boa. No entanto aconselho ainda mais o recheio original, a castanha-do-pará. Ela acrescenta um quê a mais na massa, deixando-a com uma textura mais macia – e os pedaços maiores são pequenas surpresas ao mastigar. A castanha-do-pará pra mim é daqueles alimentos que não funcionam bem sozinhos, só com outros elementos, quando fica divina.

Ingredientes:
Massa:
1/4 de xícara de leite
1/4 de xícara de manteiga derretida
1/4 de xícara de água morna
1/4 de xícara de açúcar (pode usar menos, se quiser salgada)
1/2 colher (chá) de sal (pode usar mais, se quiser salgada)
15 g de fermento biológico fresco (usei 4 g do seco)
2 ovos
3 xícaras de farinha de trigo

Recheio (doce) de castanha:
1 xícara de castanha-do-pará picada
1 clara*
1/4 de xícara de açúcar
1/4 de xícara de manteiga derretida

Recheio (salgado) de tomate seco:
100 g de tomate seco picado (ou a gosto)
queijo tipo cottage a gosto

Para a massa, misture o leite com a manteiga derretida, o açúcar e o sal. À parte, dissolva o fermento na água morna e junte a mistura do leite. Bata os ovos (se quiser, pode reservar uma colher de sopa para pincelar o pão), e acrescente a mistura feita com leite e fermento. Vá juntando a farinha aos poucos. Se for fazer na batedeira, comece batendo e juntando a farinha, depois use o gancho quando a massa ficar mais pesada. A quantidade de farinha pode ser menos, nas duas vezes que fiz usei apenas 2 xícaras e meia. A massa é lisa e praticamente não gruda nos dedos. Coloque-a numa vasilha untada, cubra e deixe crescer por 1 hora.
Abra a massa numa superfície enfarinhada, deixando-a com 43 x 30 cm e empregue o recheio desejado. Para preparar cada recheio é só juntar todos os ingredientes de cada. No recheio de castanha, tenha cuidado pois a *clara deixa a mistura muito mole, acho que não há problema em não usá-la ou usar só um pouco. No recheio de tomate, distribua o tomate pela massa e depois vá soltando pequenas colheradas do queijo.

Enrole a massa pela parte maior como se fosse um rocambole. Corte este rocambole ao meio no sentido do comprimento e vá enrolando as duas partes, como se fosse uma trança. Prenda as pontas e deite-a sobre uma assadeira grande untada. Pincele com o ovo reservado ou com uma gema e jogue por cima lascas de castanha (opcional).

Leve ao forno preaquecido a 180° por cerca de 30 minutos ou até estar bem dourada. Sirva, de preferência, ainda quentinha.

Fonte: Revista Especial Claudia Cozinha “Só Pães”.

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Torta de Ameixa Vermelha


Eu adoro usar frutas nas receitas, mas me pergunte se eu gosto de frutas. É uma vergonha, eu sei, mas não consigo gostar de frutas puras, cruas, como chegaram ao mundo. Adoro sucos, saladas de frutas com iogurte, bolos e tortas com frutas, enfim… Adoro o cheiro das frutas no supermercado ou quando acabam de sair do forno assadas, mas infelizmente ninguém me verá com uma maçã nua na mão. Mas pelo menos eu ainda gosto delas de alguma forma, não é mesmo? Como por exemplo, nessa torta da Verena: pensei logo nela quando vi as ameixas rosadas no supermercado praticamente de graça. Fica muito especial o sabor, a massa é bem diferente e me lembrou muito uma Torta de Pêssego que fiz uma vez, os ingredientes são praticamente os mesmos, com a diferença que as frutas ficam por baixo e é bem amanteigada. A ameixa combina muito bem com a massa, mas quem quiser pode substituir por pêssego, nectarina ou algo do tipo. Comemos quase a torta toda, vou repetir a receita muitas vezes, com certeza.

Ingredientes:
Algumas ameixas vermelhas* sem caroço e fatiadas (usei umas 6 ou 7)
250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
125 g de açúcar
2 ovos
Uma pitada de sal
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (sopa) de Rum ou raspas de limão
Açúcar de baunilha para polvilhar

Unte uma forma de fundo removível (pode ser um refratário, se não quiser desenformar). Numa tigela, junte todos os ingredientes, com exceção das ameixas e do açúcar de baunilha. Misture bem com uma colher de pau até ficar homogênea, a massa tem uma textura que fica entre massa de torta e massa de bolo, tanto crua quanto assada. Espalhe a massa na forma pra que fique nivelada. Distribua as fatias de ameixa por sobre a massa, cobrindo bem. Não precisa apertar as frutas contra a massa. Leve ao forno médio até passar no teste do palito e dourar (a minha levou uns 40 minutos). Assim que tirar do forno, polvilhe o açúcar de baunilha.

*A quantidade de ameixas vai depender do tamanho da forma, a idéia é cobrir a massa inteira e o ideal é que a massa fique baixinha.
**Aqui as ameixas vermelhas são também chamadas de ameixas rosadas.

Fonte: Mangia che te fa bene.

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Scones com Gotas de Chocolate


Sempre tive curiosidade em relação aos scones, mas ao mesmo tempo eu tinha um certo preconceito: pelas fotos (a minha que o diga) eles sempre parecem pãezinhos duros e amanhecidos, o que é uma injustiça com a realidade, já que são bem fofinhos e macios e tão práticos de fazer! Pelo menos essa receita da Patricia. Achei interessante que não levasse ovos, até porque não os tinha em casa, e pincelei só com leite, daí não terem ficados com a casquinha dourada. Isso não deve ter comprometido o sabor, pelo menos aqui em casa adoramos, bem suave, pouco doce, uma delícia. Como eu nunca tinha visto por dentro parti um para a foto, ainda estava bem quentinho… Agora vou em busca de um scone salgado, imagino que essa textura combine ainda mais numa versão salgada.

Ingredientes:
280 g de farinha de trigo
50 g de açúcar
1 e 1/4 de colher (chá) de fermento em pó
1/4 de colher (chá) de bicarbonato
1/4 de colher (chá) de sal
115 g de manteiga gelada e em cubinhos
90 g de gotas de chocolate
1 colher (chá) de essência de baunilha
160 ml de coalhada

Para pincelar:
1 ovo (não usei)
1 colher (sopa) de leite

Cobertura:
50 g de açúcar
1 colher (chá) de canela em pó

Preaqueça o forno a 200°C. Forre uma assadeira com papel manteiga (não tinha em casa, mas fiz numa forma anti-aderente e deu certo). Numa tigela, misture a farinha, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal. Junte a manteiga e vá misturando com as pontas dos dedos, até tudo ficar com uma consistência de farelo grosso. Adicione as gotas de chocolate.
Misture bem a coalhada com a baunilha e despeje nos ingredientes secos. Misture até obter uma massa (não mexa demais).
Transfira-a para uma superfície enfarinhada e amasse 3 ou 4 vezes com as mãos. Todos os farelinhos que estavam na tigela vão grudar na massa e você vai ter uma bola. Modele-a em formato de disco, como uma pizza de aproximadamente 20 cm de diâmetro.
Corte triângulos (como se fosse uma pizza), coloque-os na forma preparada, deixando um pouco de espaço entre eles e pincele com o ovo misturado ao leite. Misture a canela e o açúcar e salpique sobre os scones logo depois de pincelá-los com o ovo. Leve ao forno por 20 minutos, aproximadamente, ou até que estejam dourados.

Fonte: Technicolor Kitchen

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Pretzel com Açúcar e Canela

Tirando o fato de que perdi uma fornada, até que foi bem. Não fiquei totalmente satisfeita com a receita porque esperava mais uma textura de rosca e essa massa é mais pra “pão” mesmo – talvez seja pelo costume de comer nas lojas de pretzel. Contudo é bem fácil de fazer, tive dificuldade nos primeiros rolinhos, mas depois o espírito de massinha de modelar baixou em mim.
Eu prefiro pretzel salgado, com parmesão por cima, mas como a metade da receita queimou e já tinha açúcar e canela misturado ficou assim mesmo. A formiga que eu crio aqui em casa devorou em segundos.

Ingredientes:
1 envelope de fermento biológico seco
1 xícara de água morna
2 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
1 colher (sopa) de açúcar
1/2 colher (chá) de sal
2 e 1/3 xícara de farinha de trigo
manteiga para pincelar (1/4 de xícara)
1/2 xícara de açúcar e 2 colheres (sopa) de canela para polvilhar

Dissolva o fermento na água morna e depois vá adicionando a manteiga, o açúcar, o sal e a farinha e misture até ficar homogênea. Cubra e deixe descansar por 15 minutos. Numa superfície com farinha, divida a massa em 12 partes. Faça rolos de 45 cm de comprimento e modele-os em formato de pretzel. Ponha em uma assadeira untada e deixe descansar por 30 minutos.
Asse no forno preaquecido em temperatura alta até dourar (a receita indica 25 minutos, mas vai por mim, fique olhando de 5 em 5 minutos). Pincele com a manteiga e polvilhe com o açúcar misturado à canela.

Fonte: Especial “Só Pães” da Claudia Cozinha.