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Minestrone de Outono no Verão

Sem ser rigorosa na definição, o minestrone é uma sopa com muitos ingredientes, feita com uma base refogada e que deve conter legumes da estação, incluindo quase sempre feijão e algum tipo de macarrão. Esta receita é do livro A Itália de Jamie e o resultado foi perfeito, mesmo fazendo-a numa versão vegetariana. Ficou bastante encorpada e serve quase como remédio naqueles dias em que o corpo precisa de mais nutrição. Numa sopa que não possui regras, afinal você usa o que tem disponível, as únicas regras indicadas pela receita são: usar um bom caldo, fazer o refogado lentamente e observar a estação dos ingredientes.
E por falar em estação, estamos em pleno verão, mas na minha cidade é uma época em que a temperatura cai e chove ocasionalmente. Não que eu precise dessa desculpa para fazer sopa, pois o fortalezense toma sopa à noite o ano inteiro: a temperatura daqui é tão constante que isso quase não interfere nas nossas escolhas do que comer. E se eu precisasse de uma desculpa para fazer esse minestrone novamente, eu diria que essa sopa foi uma das melhores que já tomei.

Ingredientes (6-8 porções):
200-300 g de feijão cozido sem caldo (ele sugere o branco ou o italiano rajado, usei feijão preto, mas adoraria ter usado feijão verde) (separe um pouco do caldo caso seja necessário usar no final da sopa)
4 tiras de bacon (não usei, imagino que fique bom, mas não senti falta)
2 cebolas roxas pequenas, descascadas e picadas finamente
2 cenouras descascadas e picadas
2 talos de salsão (aipo) aparados e picados (não usei)
1/2 cabeça de funcho (erva-doce) picada (não usei)
3 dentes de alho descascados e picados finamente
1 punhado de manjericão fresco, folhas e talos separados (troquei por salsinha fresca)
2 latas (400 g cada) de tomates pelados
2 abobrinhas pequenas picadas (tirei a casca e o miolo esponjoso)
1 batata média descascada e picada em cubos pequenos (acrescentei, não tem na receita original)
1 xícara de milho verde cozido (acrescentei, não tem na receita original)
1 taça de vinho tinto
200 g de acelga ou espinafre, lavado e picado grosseiramente (usei espinafre congelado)
550 ml de caldo de galinha ou de presunto ou de legumes (usei de legumes)
80 g de massa de macarrão seca e curta (usei serpentini, se usar massa longa, quebre antes)
1 pedaço de queijo parmesão, para servir (não usei)
Azeite de oliva para refogar
Azeite de oliva extra-virgem para servir

Primeiro faça o refogado (soffritto): aqueça um pouco de azeite de oliva numa panela com cabo e junte o bacon (que eu não usei), a cebola, a cenoura, o salsão, o funcho, o alho e os talos de manjericão (no caso usei os talos da salsa) bem picados. Refogue lentamente em fogo baixo, com a tampa pela metade, por cerca de 15 minutos, ou até que fiquem macios, mas não escuros.
Acrescente os tomates, a batata, as abobrinhas e o vinho tinto e cozinhe em fogo brando por 15 minutos. Depois disso, acrescente o caldo e deixe cozinhando até as batatas ficarem levemente cozidas, uns 10 minutos (adicionei também um pouco de sal, já que eu não usei o bacon). Por fim, junte o espinafre (ou a acelga) e o feijão. Acrescente a massa de macarrão e deixe ferver até que a massa esteja cozida. Se for preciso, junte um pouco mais de caldo de legumes ou o caldo do feijão reservado, ajustando a consistência da sopa conforme o seu gosto. Prove e tempere com sal e pimenta. Sirva com as folhas de manjericão (usei folhas de salsinha) rasgadas por cima e um pouco de azeite de oliva extra-virgem. Se desejar, rale um pouco de parmesão sobre a sopa.

Fonte: A Itália de Jamie – Jamie Oliver.

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Refogado de Soja com Feijão e Batatas Assadas [30 minutos]


Esse PF foi feito a partir de um episódio do “Refeições de Jamie Oliver em 30 Minutos”. Ficou faltando apenas a salada, pois eu quis fazer tudo com o que eu tinha em casa, sem ter que sair pra comprar nada. Por conta disso, o resultado acabou vegetariano. Realmente, pelo menos na versão que eu fiz, essa refeição é muito rápida de fazer, acho até que dá pra fazer tudo em 20 minutos. As batatas não são diferentes do que eu já fazia: eu sempre começo pelo microondas (talvez a única coisa que faço nele são batatas) e termino no forno, assim você ganha muito tempo e elas ficam bem macias por dentro e sequinhas por fora. O refogado e o feijão também não são muito diferentes de qualquer comida caseira rápida brasileira, mas ficou tudo bem gostoso.

Refogado de Soja com Legumes e Molho Inglês
1 xícara de de proteína de soja (originalmente carne moída, mas não lembro a quantidade)
1 cenoura grande
1 talo de aipo
1 cebola pequena
4 dentes de alho (espremido ou picado)
6 colheres (sopa) de molho inglês (para quem for vegetariano, use uma marca que não contenha ingredientes de origem animal)
Sal e pimenta a gosto
Tomilho a gosto
Alecrim a gosto
Azeite para refogar

Numa tigela, despeje a soja e cubra com água. Deixe hidratar por alguns minutos. Retire o excesso de água, espremendo bem. Unte uma panela com azeite e refogue a soja, temperando com sal, pimenta e tomilho. Como a soja não vai soltar água como a carne, você pode acrescentar um pouco. Fatie a cenoura, o aipo e a cebola e reserve. Acrescente o alecrim à panela, bem como o alho e o molho inglês. Quando os líquidos reduzirem e ela começar a fritar, junte os vegetais e continue a refogar, misturando tudo.

Feijão com Tomate e Azeitona
12 azeitonas (originalmente 4 tiras de bacon)
2 tomates (usei 2 tomates pelados de lata)
400 g de feijão cozido (originalmente uma lata)
1 colher (sopa) de vinagre
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
Manjericão fresco (não tinha, mas usei um pouco do seco)
Azeite para refogar
Refogue as azeitonas com um pouco de azeite, apenas para que liberem um pouco o sabor. Junte os tomates picados e misture. Acrescente o feijão cozido com um pouco de caldo e deixe ferver até reduzir um pouco. Acrescente o vinagre e o azeite e por fim, um pouco de manjericão fresco.

Batatas Assadas
4 batatas grandes limpas e com casca (1 batata por porção, no caso usei 2)
Iogurte (originalmente creme azedo, mas pode ser creme de leite ou requeijão)
Sal e pimenta a gosto
Alecrim
Azeite comum
Azeite de oliva extra-virgem
Faça furinhos nas batatas com um garfo ou uma faca. Tempere-as com sal e leve-as para o microondas, num tigela coberta com filme plástico, por 14 minutos. Aqueça seu forno ou seu grill de forno e deixe lá uma assadeira que caiba as batatas. Passados os 14 minutos, retire o filme e na própria tigela, termine de temperar as batatas, com sal, pimenta, alecrim e azeite, misturando tudo. Passe as batatas para a assadeira aquecida e leve ao forno ou grill de forno para que elas dourem. Para servir, corte o topo de cada uma em forma de cruz e esprema de leve ao meio, para que ela abra como uma flor. Sirva com uma colherada de iogurte e um fio de azeite extra-virgem.

Fonte: Jamie’s 30 Minute Meals – Episódio 36 – “Super-fast Beef Hash”

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Sopa de Grão-de-Bico Picante


Sempre que eu uso curry eu me transporto a uma certa época em que eu costumava fazer alguns pratos indianos. Já que hoje em dia raramente uso esse tempero, é como uma viagem no tempo estilo Ratatouille. Mas estamos sempre construindo novas lembranças e essa sopa me fez imaginar a cozinha da Agdá e como ela deve ser perfumada de especiarias… Bom, mas o que importa é que a sopa é deliciosa, picante, porém suave; cremosa e diferente. Pena que à noite as fotos aqui não saiam boas, mas recomendo mesmo a receita.

Ingredientes (4 porções):
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola picada
5 dentes de alho picados
2 tomates sem pele e sem sementes picados
1 cenoura picada
1/4 de colher (chá) de pimenta calabresa
1 colher (sopa) de cominho
1/2 colher (chá) de curry
Sal a gosto
2 latas de grão-de-bico em conserva (ou 500 g de grão-de-bico cozido)
1 litro de caldo de legumes
3 colheres (sopa) de manjericão picado
3 colheres (sopa) de sumo de limão
3/4 de xícara de queijo parmesão ralado

Em uma panela, aqueça o azeite, doure a cebola e o alho. Acrescente o tomate e a cenoura. Tempere com a pimenta, o cominho, o curry e o sal. Adicione o grão-de-bico e, aos poucos, o caldo de legumes. Deixe cozinhar por 20 minutos em fogo brando. Deixe esfriar um pouco e passe metade da sopa no liquidificador. Volte à panela, tempere com o manjericão, o sumo de limão e deixe levantar fervura. Sirva a sopa em seguida, com o queijo parmesão.

Fonte: Claudia Cozinha, julho 2006.

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Baião-de-Dois com Ovo Estrelado [Comidas da Memória]

Finalmente consegui participar do evento da Valentina: Comidas da Memória, em que você prepara e relata o seu prato preferido da infância.
Quando criança, eu não gostava de comer. Com exceção, é claro, daquele tipo de comida que toda criança gosta: comida de aniversário.

O fato é que das poucas vezes em que eu comia com gosto em casa era quando a minha mãe fazia um baião-de-dois bem básico, só com queijo e nata. Geralmente acompanhado com um ovinho “estrelado”, com a gema estourada, para o ovo ficar bem amarelinho e disfarçar a clara. Se eu ainda desse trabalho tinha que ser no “capitão”, isto é, minha mãe fazia bolinhos de comida pra que eu e minha irmã achássemos divertido comer, pois assim a gente continuava brincando e ela ia colocando os bolinhos na nossa boca.

Queria agradecer muitíssimo à Valentina pelo evento. Acho que todo mundo que está participando telefonou pra mãe pra perguntar qual era seu prato favorito e isso resultou numa conversa agradável e nostálgica.

Como já tem aqui uma receita de Baião-de-Dois bem tradicional, vou apenas contar mais ou menos como fiz esse – geralmente esse tipo de refeição as pessoas fazem mais na intuição do que por receita.
Cozinhei 2/3 de xícara de feijão de corda (em mais ou menos 1/2 litro de água) para 1 xícara de arroz. Para preparar é só refogar o arroz como se fosse prepará-lo sozinho (com alho e/ou cebola). Acrescente o feijão já cozido junto com o caldo. Adicione água suficiente para cozinhar o arroz. Essa é a diferença entre baião e o simples feijão com arroz, o arroz tem que ser cozido junto com o feijão, pra pegar o gosto e a cor. Quando estiver quase seco, jogue por cima pedaços generosos de queijo de coalho (ou de minas) e tampe a panela para terminar de secar e derreter um pouco o queijo. Querendo, acrescente umas 2 colheres de nata (caso não tenha, substitua por requeijão).

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Baião-de-dois


Ultimamente aqui em Fortaleza as casas especializadas em baião-de-dois fazem o que se pode chamar de baião “branco”, com feijão verde. Mas o baião que eu gosto é desse tipo que o arroz toma um pouco a cor do feijão (de corda ou preto) e essa receita agradou todo mundo que veio almoçar aqui hoje. Ele fica pastoso (eu cheguei a pensar que tinha colocado muita água, mas quando vi a foto do livrinho de onde tirei vi que estava igual ao meu). Vou colocar como fiz, no original havia toucinho, que eu substituí pelo bacon, no lugar do óleo era azeite de oliva, e por minha conta acrescentei nata, que é essencial num baião, pra mim. Nada light, realmente, mas de ficar triste de felicidade e como o estrago estava feito (porque não precisava, por ser prato único), ainda foi acompanhado por macaxeira frita. Bom demais.

Ingredientes:
1 kg de carne-seca cortada aos pedaços
2 e 1/2 xícaras de feijão de corda
100 g de bacon em cubos
5 litros de água
4 dentes de alho
1 cebola grande
4 colheres (sopa) de óleo de girassol
1 e 1/4 xícara de arroz
1/4 xícara de coentro picado
1/4 xícara de cebolinha verde picada
200 g de queijo coalho cortado em forma de bastão
4 colheres (sopa) de nata salgada

Dois dias antes coloque a carne-seca numa tigela grande, cubra com água e deixe na geladeira coberta, trocando a água a cada 4 horas (troquei apenas umas 3, 4 vezes por dia e só). Na véspera, coloque o feijão numa tigela média, cubra com água e deixe de molho até a hora de preparar a receita (não deixe passar de 12 horas, pro feijão não fermentar).
Escorra a água do feijão e da carne-seca e transfira-os para uma panela grande. Acrescente o bacon, 4 litros de água e leve ao fogo alto. Como a minha panela era grande, mas não tão grande, coloquei 2 litros de água e fui deixando sempre um litro para ferver em outra panela, pra ir acrescentando. Não quis fazer em panela de pressão pois era muito feijão e tenho a impressão que fica melhor assim. Não reparei muito no tempo, mas se não me engano em 2 horas de cozimento o feijão e a carne já estavam bem macios. Aqui é a hora de ver se está bom de sal, no meu caso precisou, apesar da carne salgada.
À parte, pique o alho e a cebola e refogue-os no óleo, em fogo médio, até dourar. Junte o feijão (ou junte ao feijão, se for continuar na mesma panela) e misture. Adicione o arroz, a água restante, o coentro, a cebolinha e cozinhe até o arroz ficar macio. Se quiser pode ir acrescentando a água aos poucos, se não quiser que fique muito pastoso.
Ainda tinha um pouco de água quando acrescentei a nata, misturei um pouco e depois o queijo. Deixe secar mais um pouco, mas ainda fica um pouco molhado, que seca à medida que vai esfriando.

Fonte: Cozinha Brasileira – Nordeste (Claudia Cozinha Especial), que se baseou numa receita de um livro de Raquel de Queiroz.

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Suflê de Ervilha e Bacon


Fazia tempo que eu não fazia um suflê e essa receita me pareceu tão prática! No original era um suflê de abóbora, mas ervilha com bacon era o sabor que eu tinha em casa. As fotos não ficaram boas, mas tirar foto de suflê antes de murchar é complicado. Ficou bem suave mas um pouco salgado, talvez pelo queijo.

Ingredientes:
1 pacote (80g) de sopa-creme de ervilha com um toque de bacon (use a sopa-creme de sua preferência)
2 xícaras de leite
1 xícara (chá) de queijo prato ralado (eu usei coalho)
6 claras
1 colher (chá) de fermento em pó

Unte seis ramequins com manteiga e reserve.
Dissolva o conteúdo do pacote no leite. Leve ao fogo médio, mexendo, por 5 minutos ou até engrossar. Tire do fogo e deixe amornar.
Aqueça o forno a 180°. Misture o queijo com o creme de ervilha. Bata as claras em neve e junte o fermento. Misture ao creme de ervilha com uma espátula, delicadamente.
Distribua o suflê entre os ramequins. Asse por 25 minutos ou até dourar (o meu eu tirei com 30 minutos pois as bordas já estavam bem douradas).

Fonte: Revista Claudia Cozinha de junho de 2006.