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Trufa de Chocolate com Leite de Coco

Um primo querido que é intolerante a lactose sempre me pede uma receita de trufas que não leve leite, já que é uma de suas sobremesas favoritas. Como substituição resolve todas as faltas – com exceção de pessoas que amamos -, o leite de coco me pareceu mais do que digno para entrar no lugar do creme de leite. Contudo, caso você seja muito intolerante ou mesmo vegano, observe os ingredientes na embalagem do produto pois muitos chocolates amargos têm leite na sua composição. Agora se você é apenas alguém que aprecia trufas como eu, garanto que vai achar estas saborosas!

Ingredientes (rende cerca de 30 trufas):
350-400* g de chocolate meio-amargo ou amargo (sem lactose, caso seja intolerante ou vegano)
200 ml de leite de coco
Cacau ou chocolate em pó para finalizar
1 colher (sopa) de licor de sua preferência (opcional, não usei dessa vez porque era presente, mas eu usaria Frangélico ou Cointreau)

*Fiz com 350 g, mas depois achei que ficaram muito macias, numa próxima eu usaria 400 g.

Pique bem o chocolate e reserve numa tigela média ou grande. Leve o leite de coco ao fogo numa panelinha e deixe até que comece a formar bolhas de fervura nas bordas, mas não deixe ferver. Cubra o chocolate com o leite de coco aquecido e misture até que fique homogêneo. Leve para a geladeira por 1 a 3 horas, ou até que fique com uma boa consistência para enrolar. Forme bolinhas (sem perfeição: a ideia é que fiquem um pouco disformes) e passe no cacau. Se não for consumir logo, manter em geladeira.

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Trifle de Framboesa e Creme de Queijo

Embora eu ache a data muito fofa, não costumo comemorar o Valentine’s Day. Ainda assim não consigo deixar de lembrar de duas coisas: o Charlie Brown levando sua maletinha pra escola, esperando receber muitos cartões, e sobremesas feitas com morango ou framboesas.
Este trifle é tão simples de fazer que nem precisa esperar por datas especiais, como vocês podem ver no vídeo abaixo. Ainda assim fiz algumas alterações na receita original, apenas para que ficasse mais prática pra mim. Então, se você gosta de fazer algo especial para essa data, mas em plena terça-feira não se programou, eis uma opção rápida e cheia de coraçõezinhos.

Ingredientes (4 porções):
12 biscoitos champanhe
4 colheres (sopa) de Cointreau (ou use o suco que liberar das frutas)
400 g de framboesas frescas ou descongeladas (pode ser morango, amora, mirtilo…)
4 colheres (sopa) de açúcar
1/2 xícara de cream cheese (originalmente mascarpone)
1/2 xícara de creme de leite
1/2 xícara de leite condensado (originalmente adoçado com açúcar)
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha

Corte os biscoitos ao meio e forre o fundo dos copos ou taças com eles, usando 3 biscoitos para cada porção. Regue-os com o licor. Misture as framboesas com o açúcar e amasse tudo com um garfo, misturando tudo. Jogue por sobre os biscoitos, distribuindo para todas as taças. Com um fouet, bata o cream cheese com o creme de leite, a baunilha e o leite condensado até que fique bem liso. Cubra a sobremesa com esse creme. Leve para gelar até a hora de servir. Caso você faça o creme com antecedência e deixe na geladeira, pode montar a sobremesa na hora de servir.

Fonte: Adaptado de Donna Hay – Fast, Fresh, Simple, Episódio 3 (Fox Life).

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Panetone


Confesso que nunca fui muito fã de panetone ou qualquer coisa que levasse frutas cristalizadas. Mas isso porque os panetones industrializados geralmente usam frutas de péssima qualidade (mamão verde com corante). Ao fazer um caseiro, você pode escolher as frutas de sua preferência, afinal o panetone nada mais é que um pão macio e amanteigado com frutinhas. Cranberries secas, uvas passas, caju em passas… Eu usei damascos e tâmaras secas.
Nesta receita, o pão fica bem com textura de brioche. A distribuição das frutas não ficou perfeita, mas acredito que é porque eu deixei a massa bem úmida, não queria que ele ficasse seco depois de esfriar. É uma ótima receita pra quem nunca fez panetone, se você já fez qualquer pão com sova, não tem mistério nenhum, tanto que no dia seguinte eu fiz novamente.

Ingredientes:
400 g de farinha de trigo (mais 1/4 de xícara para dar o ponto)
1/2 colher (chá) de sal
5 g de fermento biológico seco (ou 15 g do fresco)
120 ml de leite morno
2 ovos levemente batidos
2 gemas
6 colheres (sopa) de açúcar
150 g de manteiga em temperatura ambiente
150-200 g de frutas secas de sua preferência (usei damascos e tâmaras)
1 colher (sopa) de rum (dessa vez usei Cointreau)
1/2 colher (sopa) de extrato de baunilha
Raspas de 1 limão (usei algumas gotinhas do sumo também)
1 pitada de noz moscada
Manteiga derretida para pincelar (1 a 2 colheres de sopa)

Prepare um recipiente fundo para assar o panetone. Eu usei uma lata (daquelas de cereais) com 13 cm de altura e 13 cm de diâmetro pois eu queria que ficasse bem alto (a receita original sugere uma forma funda de 15 cm de diâmetro). Se usar uma lata (veja aqui como preparei a lata), coloque uma assadeira pequena embaixo para servir de apoio na hora em que for retirar do forno. Você pode usar uma forma grande de suflê ou formas de papel próprias para panetone. Unte bem a sua forma com manteiga e, usando papel manteiga, faça um círculo para forrar o fundo da forma e um cilindro para forrar as laterais, de forma que este cilindro seja mais alto que ela, passando uns 8 cm, para que o pão tenha bastante espaço para crescer. Este da foto ficou com 18 cm de altura depois de assado.

Peneire a farinha de trigo e o sal numa tigela grande e faça um buraco no centro. Misture o fermento com o leite morno e despeje sobre esse buraco, juntamente com os ovos inteiros. Vá misturando com um garfo, somente no centro, adicionando, com o movimento, a quantidade de farinha de trigo necessária para que se forme uma pasta grossa. Polvilhe um pouco de trigo sobre essa pasta e leve para um local sem correntes de ar para descansar por 30 minutos e formar a esponja.

Agora adicione as gemas e o açúcar e misture tudo, inclusive o trigo que ficou nas laterais da tigela, até formar uma massa macia. Incorpore a manteiga e leve para sovar numa bancada levemente enfarinhada. Nessa etapa a massa fica bem mole. Você pode acrescentar mais um pouco de farinha, se for necessário. Eu usei 1/4 de xícara a mais. O ponto é uma massa lisa e úmida, mas que solta levemente das mãos, não acrescente farinha demais. Para que não grude tanto, use uma espátula de silicone ou raspador para ajudar a soltar da bancada. Sove por uns 5 minutos. Volte-a para a mesma tigela (se usar outra tigela, unte levemente com manteiga), cubra com filme plástico e/ou um pano e deixe crescer por 1 hora e meia a 2 horas, num local sem correntes de ar, até que dobre de tamanho.

Enquanto isso, pique as frutas e coloque-as num recipiente com o rum, as raspas de limão, a baunilha e a noz moscada. Misture tudo e reserve. Terminado o descanso, soque a massa e despeje-a sobre a bancada novamente (levemente enfarinhada). Adicione as frutas e incorpore-as na massa levemente. Faça uma bola e despeje com cuidado na forma preparada. Cubra com um pano e leve para crescer, dessa vez por 1 hora ou até que dobre de tamanho. Faltando uns 20 minutos para terminar o descanso da massa, acenda o forno em 200°.

Faça um corte de cruz no topo da massa e pincele com metade da manteiga derretida. Asse o pão por 20 minutos. Abra o forno, pincele novamente o topo com o restante da manteiga e abaixe a temperatura para 180°. Asse por mais 25 a 30 minutos, ou até que esteja bem dourado. Deixe esfriar por 10 minutos antes de desenformar. Esfrie em grelha.

Fonte: Afternoon Tea – Molly Perham.

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Sacripantina [5 anos de blog]


Não sou muito fã de tortas feitas com pão-de-ló, mas sempre tive curiosidade com a torta Sacripantina, uma sobremesa de origem italiana que fez muito sucesso no Brasil na década de 50 e que lembra um pouco o Tiramisù. Pelo pouco que encontrei sobre a torta, ela foi inventada por Giovanni Preti, em 1851, para homenagear o personagem Sacripante, do poema Orlando Furioso, por sua personalidade arrogante, sedutora e robusta.

Realmente, robusta é uma boa definição para a Sacripantina, com suas camadas de creme amanteigado à base de zabaione, enriquecidas com café e chocolate e cobertas por biscoitos Amaretti. É uma torta trabalhosa, para ocasiões especiais, e ela foi escolhida para comemorar os 5 anos do Quiche de Macaxeira.

Caso queira diminuir o teor alcoólico da receita, sugiro molhar o bolo com uma calda comum de açúcar ou diluir um pouco a bebida que for usar. Do contrário, faça um brinde a cada fatia.

E não esqueçam de conferir o resultado do sorteio!

Ingredientes:
Pão-de-ló:
60 g (1/2 xícara) de farinha de trigo
55 g (1/2 xícara) de amido de milho
1 pitada de sal
4 ovos, em temperatura ambiente, separados
3/4 xícara de açúcar
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha

Recheio:
150 g de chocolate meio amargo picado
2 colheres (sopa) de café instantâneo
2 colheres (sopa) de água
4 gemas grandes
3/4 de xícara de açúcar
1/3 de xícara de conhaque (usei Cointreau)
300 g (1 e 1/2 xícara) de manteiga

Montagem:
1/2 xícara de vinho Marsala ou do Porto (usei do Porto)
3 xícaras de biscoito amaretti ou biscoito champanhe esmigalhado
Açúcar de confeiteiro e/ou cacau em pó a gosto

Aqueça o forno a 180°. Unte o fundo e as laterais de 2 fôrmas de 20 cm de diâmetro (usei 2 fôrmas comuns de 18 cm, a receita sugere uma forma grande de aro removível de 20 cm). Forre o fundo das fôrmas com um disco de papel manteiga e polvilhe tudo com um pouco de farinha de trigo, retirando bem o excesso.

Para a massa, primeiro separe numa tigela pequena a farinha, o amido e o sal. Reserve.
Bata as gemas na batedeira com 1/4 de xícara do açúcar e a baunilha, até que fique um creme esbranquiçado. Em uma outra tigela, bata as claras em velocidade baixa, até espumar. Aumente a velocidade gradualmente e bata até formar picos moles. Vá acrescentando o açúcar restante, 1 colher de chá de cada vez, e continue batendo até formar picos firmes. Com uma espátula, misture as gemas às claras. Acrescente a farinha, peneirando por cima, em três adições e incorpore delicadamente. Despeje a massa nas fôrmas e asse o pão-de-ló por 20 a 25 minutos (os meus assaram em 22 minutos) ou de 35 a 45 minutos se usar apenas uma fôrma grande. Ele deve ficar dourado e passar no teste do palito. Passe uma faca ao redor da fôrma, para soltar a massa, retire o papel, desenforme e deixe esfriar sobre grade.

Para os recheios, derreta o chocolate em banho-maria ou microondas e dissolva o café em 2 colheres de água. Reserve-os. Bata as gemas e o açúcar, junte o conhaque e coloque-os numa tigela em banho-maria com água quente, sem ferver (a tigela não deve encostar na água). Bata essa mistura constantemente, até engrossar (você pode fazer isso com um fouet ou usar uma batedeira de mão). Retire do fogo e continue batendo por 4 a 9 minutos até esfriar, adicionando 1 colher de sopa de manteiga de cada vez (nessa parte é melhor com batedeira). Bata até ficar um creme liso. Divida o creme em duas partes iguais. Ao primeiro creme você adiciona o chocolate derretido e, ao segundo, o café dissolvido. Em cada um, bata mais um pouco para que misture bem.

Para a montagem, corte cada pão-de-ló em duas camadas iguais (ou em quatro camadas iguais, se fizer na fôrma grande) com a ajuda de uma faca grande de serra. Pincele as camadas com o vinho Marsala ou do Porto, umedecendo bem. Espalhe com uma espátula um pouco de creme de café sobre uma camada do pão-de-ló. Cubra com mais uma camada do bolo e espalhe por cima uma parte do creme de chocolate (cerca de 6 colheres de sopa). Coloque por cima mais uma camada de bolo e espalhe umas 5 colheres do creme de café. Cubra novamente com bolo e espalhe o creme de chocolate sobre toda a torta. Leve à geladeira por alguns minutos e espalhe o restante do creme de café sobre tudo. Polvilhe toda a torta com os biscoitos esmigalhados e leve para gelar. Antes de servir, polvilhe com cacau em pó e/ou açúcar de confeiteiro.

Fonte: Recorte antigo sem fonte, acredito que alguma revista Claudia antiga.

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Amaretti


Amaretti são biscoitinhos feitos com amêndoas e claras, excelentes para acompanhar um café. Eles são a versão rústica italiana para os delicados macarons franceses. Estes preparei por conta de uma outra receita em que vou usá-los e foi penoso comer apenas um, para experimentar. É uma receita da Donna Hay em que se usa o processador, mas você pode prepará-la apenas misturando os ingredientes, contanto que as amêndoas passem antes pelo liquidificador ou sejam bem picadas. Não deixe de fazê-los por não ter amêndoas em casa: use a castanha que tiver ou misture várias, como fiz, e seu cafezinho com biscoitos não será mais o mesmo.

Ingredientes:
200 g de amêndoas (usei 100 g de amêndoas, 50 g de castanha-do-pará e 50 g de castanha-de-caju)
1 xícara de açúcar refinado (usei cristal)
1/4 de xícara de farinha de trigo
2 claras
1 colher (chá) de extrato de baunilha (usei Frangélico, o ideal seria um licor de amêndoas)

Preaqueça o forno em 180°. No processador, bata as amêndoas e o açúcar até que elas fiquem picadas grosseiramente. Adicione a farinha de trigo, as claras e o extrato e processe até que fique tudo bem misturado. Com a ajuda de uma colher de sopa, forme bolinhas e distribua-as numa assadeira forrada com papel manteiga. Achate ligeiramente cada bolinha para formatar o biscoito. Asse por cerca de 13 minutos ou até que fiquem levemente dourados e rachados. Deixe esfriar numa grade. Rende 24 biscoitos.

Fonte: Modern Classics, Book 2 – Donna Hay.

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Sorvete de Chocolate Branco


Essa receita tem se repetido aqui em casa por conta de um estoque grande de chocolate branco. E fez tanto sucesso que rendeu duas belas histórias com uma amiga minha. Dessa vez eu acrescentei licor de laranja e cranberries secas, as quais por surpresa encontrei pra vender aqui no último natal. Fica bem cremoso. Eu tenho uma certa preguiça de fazer sorvetes com essa etapa de fazer um creme antes, mas no final vale muito a pena.

Ingredientes:
220 g de chocolate branco picado (usei um pouco mais)
1 xícara de leite integral
2/3 de xícara de açúcar
pitada de sal
5 gemas de ovos grandes
2 xícaras de creme de leite (ou 2 caixinhas)

Opcionais:
100 g de chocolate branco picado se quiser acrescentar no final (como dessa vez usei cranberries, usei menos)
1/2 xícara de cranberries secas molhadas em 2 colheres (sopa) de Cointreau

Numa vasilha grande reserve o chocolate picado e ponha uma peneira por cima. Numa panela, esquente o leite, o açúcar e o sal. Numa outra tigela, bata bem as gemas com um fouet. Vá juntando o leite quente bem devagar às gemas, mexendo sempre e volte tudo para a panela, mexendo até engrossar. Jogue a mistura quente sobre a peneira, deixando cair sobre o chocolate. Misture tudo até que o chocolate derreta e depois acrescente o creme de leite. A receita pede que esfrie tudo num banho-maria gelado, mas pulei essa etapa e levei a mistura para a geladeira. Depois de gelada, é só passar para a sorveteira, mas desconfio que fica bom também sem ela, levando direto para o freezer.

Fonte: Amanda’s Cooking.

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Gelado de Blueberry e Maple


Nessa época de fim de ano é possível encontrar algumas frutas raras na cidade e acabei exagerando e trazendo muita blueberry pra casa. Como não congelei as frutinhas e nem fiz os muffins que eu adoro, queria uma maneira de usá-las para aproveitar bem o seu sabor, e esse gelado que ainda está fresquinho no blog da Fernanda foi perfeito. Mais perfeito ainda porque eu pude inaugurar meu açúcar de maple, que ganhei recentemente de uns amigos do Canadá. Ficou muito bom, esse método de fazer uma calda antes faz muita diferença, no estilo que faço meu sorvete de morango. Quisera eu ter blueberries o ano inteiro, que fruta prática e deliciosa!

Ingredientes:
300 g de blueberries (usei frescas)
1/3 de xícara de maple syrup (usei açúcar de maple)
1 xícara de creme de leite fresco (usei de caixinha)
1 colher (sopa) de vodka ou licor de sua preferência (usei Cointreau)

Leve as frutas e o maple ao fogo até que se forme uma calda grossa. Deixe esfriar e junte o creme de leite, batendo com um fouet (se quiser os pedaços das frutas, que foi o meu caso) ou mesmo no mixer, se quiser homogêneo. Adicione o licor e leve à geladeira para a mistura ficar bem fria antes de usar a sorveteira.

Fonte: Chucrute com Salsicha.

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Sorvete de Baunilha e Blueberry


De vez em quando algumas pessoas me perguntam por e-mail se vale a pena comprar uma sorveteira. Acho que essa questão sempre passeia pelos blogs culinários, mas é muito difícil responder. Eu acho que vale a pena, mas tenho certeza que deve haver pessoas que compram e se arrependem, acham inútil. O sorvete fica mesmo cremoso? Depende da receita, da sorveteira, da temperatura… O fato é que pra mim, mesmo quando o resultado não é perfeito, fico satisfeita.
A textura desse sorvete, por exemplo, ficou muito macia, mas ele derrete mais rápido do que qualquer receita que já fiz, e não acho que seja apenas pelos 32° em Fortaleza, desconfio do creme que usei: um creme (vegetal) tipo chantilly que eu precisava aproveitar.
Mesmo assim, ficou muito boa a combinação de baunilha, blueberry e Cointreau. A base é de uma receita super prática de sorvete de baunilha que veio no manual da minha sorveteira.

Ingredientes:
1 xícara de leite
2 xícaras de creme de leite (usei creme vegetal tipo chantilly)
1 fava de baunilha
De 1/2 a 1 xícara de açúcar (dependendo do seu gosto)
Um punhado de blueberries (usei secas)
1 colher (sopa) de Cointreau (ou outro licor de laranja)

Misture o Cointreau com as blueberries e reserve fechado na geladeira. Misture o leite, o creme, o açúcar e a baunilha (usando somente a “polpa” com as sementes) no liquidificador ou batendo com um fouet. Guarde a mistura na geladeira por algumas horas. Deixe bater na sorveteira até que fique cremoso e vá adicionando aos poucos as blueberries. Leve para o freezer até ficar consistente.

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Trufas de Chocolate Branco, Cranberry e Cointreau


Não sei se isso é só comigo, mas já aconteceu várias vezes de eu adivinhar um sabor antes de experimentá-lo, isto é, de imaginar que gosto tem uma coisa e acabar sendo exatamente como eu pensei. Foi assim, por exemplo, com o maple syrup, e agora, com as cranberries secas. Quando as vi nesta trufa da Pat, fiquei encantada pela cor, pois adoro esse tom de vermelho, e imaginei como elas seriam, já sabendo que ia gostar. Só não imaginei que tão cedo eu teria a oportunidade de desvendar o mistério.
Preparei apenas metade da receita porque o consumo ia ser só meu e do Ric; coloco aqui as medidas que usei. A única alteração que fiz foi usar leite em pó no lugar do açúcar de confeiteiro, por medo de ficar muito doce e pelo leite ter um sabor parecido com o do chocolate branco. Acho que nem preciso dizer que ficaram deliciosas, preciso?

Ingredientes:
160 g de chocolate branco
2 colheres (sopa) de creme de leite fresco (usei de caixinha)
1 colher (sopa rasa) de Cointreau ou outro licor de laranja
1/4 de xícara de cranberries secas, bem picadinhas
1/2 colher (chá) de raspas de casca de laranja
3 colheres (sopa) de leite em pó para finalizar (a Pat usou açúcar de confeiteiro)

Derreta o chocolate em banho-maria. Acrescente o creme de leite ao chocolate (se usar o creme fresco gelado, aqueça-o um pouco antes), ainda em banho-maria, e misture bem. Retire do fogo, adicione o Cointreau, as cranberries e as raspas de laranja e bata bem – o chocolate vai ficar com aparência de talhado quando você adicionar o licor; não se preocupe. Apenas bata bem até ficar brilhante novamente.
Cubra e leve à geladeira até firmar (4 horas ou de véspera). Retire a mistura da geladeira uns 10 minutos antes de enrolar as trufas.
Com a ajuda de 2 colheres (pode ser de chá ou de sobremesa, dependendo do tamanho da trufa), faça bolinhas com a massa e passe-as pelo leite em pó (ou açúcar de confeiteiro). Leve à geladeira novamente para firmar. Rendimento: 8-12 trufas.

Fonte: Technicolor Kitchen.

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Barras de Cheesecake com Licor

É a segunda vez que faço essas barrinhas, pensando que dessa vez sairia melhor, mas nem tanto assim. Da primeira vez, por falta de atenção, usei apenas 1 potinho de cream cheese ao invés de 2 e fiquei achando que tinha traduzido algo errado da receita da Nic. O engraçado é que ficou saboroso, fiz com licor de ameixa e ficou divino, mas sabia que a textura não estava certa. Dessa vez fiz tudo certinho (a substituição do half & half por creme de leite comum não deve fazer muita diferença), mas o sabor não me agradou tão somente por causa do licor de capuccino que utilizei. A base de chocolate é maravilhosa, ela foi o motivo que me fez repetir a receita, acredito que dá pra usá-la em outras coisas. A Nic sugere uma assadeira grande e, apesar de eu ter obedecido, penso se não ficaria melhor numa assadeira média, já que não foi fácil distribuir a massa da base – pouca massa pra muita superfície – mas depois que assa, parece fazer sentido.

Ingredientes:
Base:
1/3 xícara de açúcar
1/2 xícara (100 g) de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 e 1/4 xícara de farinha de trigo
1/4 xícara de chocolate em pó (usei cacau)
1/4 de colher (chá) de sal

Cheesecake:
1/2 xícara de açúcar
1/4 de xícara de creme de leite
1/2 xícara de Bailey’s Caramel* (usei licor de capuccino)
440 g de cream-cheese (não pode ser light), em temperatura ambiente
3 ovos grandes em temperatura ambiente
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de essência de baunilha

Preaqueça o forno em 180°. Unte uma assadeira retangular grande. Comece com a base. Na batedeira, bata o açúcar e a manteiga até ficar um creme leve. Peneire juntos a farinha, o chocolate e o sal numa outra vasilha. Vá acrescentando aos poucos a mistura de farinha e misturando com uma colher de pau (a Nic usou a batedeira em velocidade baixa, mas acho a massa muito pesada pra uma batedeira comum). Estará no ponto quando a farinha tiver sido totalmente incorporada. Espalhe na assadeira, com a ajuda de uma espátula ou a ponta dos dedos, pra que fique nivelada e asse por 15 a 17 minutos.
Enquanto a base assa, junte o açúcar, o creme, o licor e o cream cheese no recipiente do processador e processe até ficar liso. Adicione os ovos, um por vez, batendo bem antes de acrescentar o próximo. Depois a farinha de trigo e a baunilha.
Despeje essa mistura sobre a base ainda quente, quando esta terminar de assar. Volte a assadeira ao forno e asse por 22 a 26 minutos, até que firme (dê uma leve batidinha na assadeira para tirar a prova).
Deixe esfriar completamente ou refrigere antes de partir (não se preocupe se o cheesecake murchar enquanto esfria). Guarde na geladeira. Rende de 16 a 20 barras.

Fonte: Baking Sheet.