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Caponata de Beringela


2 beringelas médias ou grandes
1 abobrinha italiana média ou grande
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
2 cebolas roxas
1/4 de xícara de vinagre
1 xícara de azeite de oliva (aproximadamente, pode ser menos, pode ser mais)
Ervas finas a gosto
Sal e pimenta a gosto

Corte os legumes em fatias finas, no comprimento (eu ainda corto ao meio, para que não fiquem tão compridas). Junte-os numa assadeira grande e acrescente o vinagre, o azeite, ervas, sal e pimenta. Misture bem, de preferência com as mãos, para que fique tudo bem misturado. Cubra com papel alumínio e asse em forno a 160º por cerca de 1 hora e meia, dando uma mexida na metade do tempo. Se bem fechado pode durar mais de 7 dias na geladeira.

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Muffins Veganos de Banana e Manteiga de Amendoim

Já faz um tempo que não apareço e peço desculpas pelo sumiço, mas quem acompanha o blog já deve estar acostumado. Ultimamente estou sem disposição para cozinhar e ao mesmo tempo querendo perder uns quilos, então basicamente isso tem me deixado longe. Mas aqui e ali tenho vontade de fazer alguma coisa e como esses muffins acabaram de sair do meu forno, vim aqui contar pra vocês como eles são gostosos.
Minha receita preferida de Muffin de Banana é uma que já faço há um tempo e na maioria das vezes eu a preparo sem ovo porque realmente não faz falta na textura e no sabor: a linhaça substitui muito bem, ainda mais naqueles dias que você descobre que não tem ovo em casa. Já estes muffins não ficaram nem um pouco atrás e a manteiga de amendoim acrescentou mais maciez ainda à massa.

Ingredientes (8 muffins):
1 colher (sopa) de semente de linhaça triturada
1/2 colher (chá) de chia (opcional)
3 colheres (sopa) de água

2 bananas maduras
2 colheres (sopa) bem cheias de manteiga de amendoim (de preferência sem sal)
50 g de manteiga sem sal derretida (ou 1/4 de xícara de óleo vegetal para versão vegana)
1/2 xícara de açúcar

1 xícara de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
Canela em pó para polvilhar

Preaqueça o forno em 180º. Separe de 8 a 10 forminhas de papel numa assadeira de muffins. Numa tigela pequena, misture a semente de linhaça e a chia com a água e deixe descansar por uns 10 minutos, ou até que a mistura fique gelatinosa, semelhante a um ovo. Reserve. Em outra tigela, misture a farinha de trigo, o fermento e o bicarbonato e reserve também.
Despeje a manteiga derretida (ou óleo vegetal) numa tigela grande e misture-a com o açúcar, a manteiga de amendoim, a mistura de linhaça e a banana, usando um fouet ou garfo. Adicione a mistura de farinha e incorpore com uma espátula ou colher, sem bater a massa ou misturar demais. Distribua a massa nas forminhas, polvilhe com um pouquinho de canela e asse por 15 a 25 minutos (os meus assaram em 20 minutos). Deixe esfriar um pouco na assadeira e depois numa grade.

Fonte: Baseado nesta receita.

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Trufa de Chocolate com Leite de Coco

Um primo querido que é intolerante a lactose sempre me pede uma receita de trufas que não leve leite, já que é uma de suas sobremesas favoritas. Como substituição resolve todas as faltas – com exceção de pessoas que amamos -, o leite de coco me pareceu mais do que digno para entrar no lugar do creme de leite. Contudo, caso você seja muito intolerante ou mesmo vegano, observe os ingredientes na embalagem do produto pois muitos chocolates amargos têm leite na sua composição. Agora se você é apenas alguém que aprecia trufas como eu, garanto que vai achar estas saborosas!

Ingredientes (rende cerca de 30 trufas):
350-400* g de chocolate meio-amargo ou amargo (sem lactose, caso seja intolerante ou vegano)
200 ml de leite de coco
Cacau ou chocolate em pó para finalizar
1 colher (sopa) de licor de sua preferência (opcional, não usei dessa vez porque era presente, mas eu usaria Frangélico ou Cointreau)

*Fiz com 350 g, mas depois achei que ficaram muito macias, numa próxima eu usaria 400 g.

Pique bem o chocolate e reserve numa tigela média ou grande. Leve o leite de coco ao fogo numa panelinha e deixe até que comece a formar bolhas de fervura nas bordas, mas não deixe ferver. Cubra o chocolate com o leite de coco aquecido e misture até que fique homogêneo. Leve para a geladeira por 1 a 3 horas, ou até que fique com uma boa consistência para enrolar. Forme bolinhas (sem perfeição: a ideia é que fiquem um pouco disformes) e passe no cacau. Se não for consumir logo, manter em geladeira.

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Talharim ao Vinagrete de Azeitona

O molho para este talharim é bem versátil e prático: pode ser servido fresco, sem ir ao fogo, ou levemente aquecido, como fiz, ou ainda como se fosse uma salada fria. De qualquer modo ele irá satisfazer quem estiver interessado numa refeição rápida e saborosa.

Ingredientes (2 porções):
200-250 g de talharim
1/3 de xícara (chá) de azeitonas verdes recheadas com pimentão, bem picadas
2 dentes de alho espremidos
2 cebolinhas verdes bem picadas (talos e folhas)
1 colher (sopa) de manjericão fresco picado
2 colheres (sopa) de sumo de limão
2 colheres (sopa) de vinho branco (ou 1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco)
3 colheres (sopa) de azeite de oliva extra-virgem
Sal* e pimenta a gosto
Parmesão ralado a gosto (dispense se quiser uma versão vegana)
Rodelas de azeitona e manjericão fresco para finalizar (opcional)

*Não usei sal no molho: a azeitona e o parmesão são suficientes para salgar o prato, contanto que o talharim seja cozido em água salgada.

Deixe cozinhando a pasta em água fervente e salgada, conforme as instruções do fabricante, enquanto prepara o molho. Este pode ser preparado frio ou quente. Misture bem as azeitonas, o alho, a cebolinha, o manjericão, o limão, o vinho ou vinagre, a pimenta e o azeite. Teste o sal. Caso queira ele frio, já estará pronto. Caso queira quente (como fiz), quando a pasta estiver cozida, aqueça o molho numa frigideira, apenas por 1 minuto, sem deixar refogar muito, e acrescente o talharim escorrido, incorporando o molho. Sirva imediatamente, com rodelas de azeitona, folhas de manjericão e parmesão ralado.

Para uma outra versão, como salada fria, misture os ingredientes do molho, com exceção do azeite, e vá batendo e acrescentando o azeite em fio, até emulsificar. Misture com o macarrão de sua escolha (já frio) e sirva frio.

Fonte: Adaptado de uma receita de salada, recorte sem referência.

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[Bubble Tea] Chá Gelado de Tapioca com Leite de Coco

Eu sempre fui muito curiosa em experimentar o Bubble Tea, que é uma bebida gelada à base de chá, de origem asiática, em que no fundo são depositadas bolinhas gigantes de tapioca, o que lhe dá uma consistência muito diferente. Como eu não iria encontrar as tapioca pearls por aqui, resolvi usar sagu para substituir e acho que, mesmo não tendo provado a bebida original, o resultado ficou legal.
Eu quis começar com o que achei que era mais básico e clássico, que seria a simples mistura de chá e leite. No entanto, usei leite de coco porque desconfiei que o sabor ficasse mais interessante, mas já fiquei imaginando outras possibilidades, inclusive sem chá. Afinal, a intenção era apenas resolver essa curiosidade, porque acredito que essas pérolas de tapioca fazem qualquer bebida gelada ficar mais divertida.

Ingredientes (2 porções):
1 ou 2 saquinhos de chá preto (vai depender se quer mais forte ou mais fraco)
1 xícara de água para o chá
1/4 a 1/2 xícara de sagu (bolinhas de tapioca)
1/2 xícara de leite de coco gelado (ou 1 xícara de leite)
Açúcar ou outro adoçante a gosto
Pedras de gelo a gosto

Leve a água para ferver e prepare o chá. Adoce a gosto (se quiser, pode deixá-lo um pouco mais doce para que não tenha que adoçar mais). Deixe esfriar um pouco e reserve no freezer. Ferva uma boa quantidade de água numa panela pequena e acrescente as bolinhas de sagu. Deixe que cozinhe por cerca de 15 minutos, mexendo de vez em quando, ou até que as bolinhas fiquem translúcidas (algumas podem ficar branquinhas por dentro, não tem problema).

Escorra e em seguida enxágue, para que as bolinhas soltem um pouco. Despeje-as nos copos, deixando uma camada grossa. Coloque o leite de coco numa xícara e complete com água gelada. Na coqueteleira, ou num recipiente com tampa, misture a xícara de chá pronto com a xícara de leite de coco (ou a xícara de leite) e algumas pedras de gelo. Tampe e sacuda bem, até espumar um pouco. Prove e, se necessário, adoce, batendo mais um pouco. Despeje sobre os copos com tapioca e sirva com um canudo bem largo, para que as bolinhas possam passar (você pode conseguir esse tipo de canudo em qualquer grande lanchonete que venda milkshakes).

*Essa é uma receita base, e o sabor fica bem suave. Use sucos de frutas, outros tipos de chá ou outras bebidas de seu gosto. Caso queira testar a receita, teste antes a bebida sem a tapioca, até encontrar a sua mistura ideal.

Fonte: Vídeo em Chinese Food: How to Make Cold Bubble Tea.

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Chutney de Cebola Roxa Caramelizada

Fiz esse chutney antes de viajar em dezembro e recentemente lembrei de abri-lo. Confesso que não vi grande diferença no sabor antes e depois da maturação, então se quiser prepará-lo para o mesmo dia em que será servido, você tem o meu apoio, a menos que seja um dia em que você vá receber visitas, pois o cheiro da cebola fica por várias horas no ar. Essa é a única desvantagem de fazer este condimento em casa, pois no final você terá um complemento agridoce incrível que servirá de contraste aos sabores fortes e salgados, ótimo para usar em sanduíches, pizzas, carnes, frios, tortas e até como base para molhos.

Ingredientes:
6 cebolas roxas grandes (1 kg de cebolas sem casca)
3 colheres (sopa) de óleo de girassol
250 ml de vinagre de vinho tinto
50 ml de vinagre balsâmico
3 xícaras de açúcar mascavo
2 folhas de louro
15 a 20 pimentas-do-reino moídas ou pisadas na hora

Ingredientes que podem ser acrescentados (não usei nenhum, são opcionais): um dente de alho, cominho, tomilho, cravo, passas, mostarda, maçãs picadas.

Pique as cebolas o mais fino possível (eu passei no mandoline e usei em rodelas bem finas, mas o ideal é que você pique-as bem). Refogue-as no óleo até que fiquem macias. Junte os vinagres, o açúcar, as folhas de louro e a pimenta. Deixe ferver e depois cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora, 1 hora e meia, até que as cebolas fiquem translúcidas e o líquido evapore. Fique atento, pois se o líquido evaporar muito rápido, pode queimar. Ponha o chutney ainda quente diretamente num vidro esterilizado próprio para conservas. Feche-o bem e deixe-o maturar em algum lugar escuro e fresco, ou na geladeira, por 4 a 6 semanas (a maturação é opcional). Se estiver bem fechado, ele terá uma validade de 6 meses até que seja aberto, quando deverá ser mantido na geladeira.

Fonte: Self Sufficient UK.

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Minestrone de Outono no Verão

Sem ser rigorosa na definição, o minestrone é uma sopa com muitos ingredientes, feita com uma base refogada e que deve conter legumes da estação, incluindo quase sempre feijão e algum tipo de macarrão. Esta receita é do livro A Itália de Jamie e o resultado foi perfeito, mesmo fazendo-a numa versão vegetariana. Ficou bastante encorpada e serve quase como remédio naqueles dias em que o corpo precisa de mais nutrição. Numa sopa que não possui regras, afinal você usa o que tem disponível, as únicas regras indicadas pela receita são: usar um bom caldo, fazer o refogado lentamente e observar a estação dos ingredientes.
E por falar em estação, estamos em pleno verão, mas na minha cidade é uma época em que a temperatura cai e chove ocasionalmente. Não que eu precise dessa desculpa para fazer sopa, pois o fortalezense toma sopa à noite o ano inteiro: a temperatura daqui é tão constante que isso quase não interfere nas nossas escolhas do que comer. E se eu precisasse de uma desculpa para fazer esse minestrone novamente, eu diria que essa sopa foi uma das melhores que já tomei.

Ingredientes (6-8 porções):
200-300 g de feijão cozido sem caldo (ele sugere o branco ou o italiano rajado, usei feijão preto, mas adoraria ter usado feijão verde) (separe um pouco do caldo caso seja necessário usar no final da sopa)
4 tiras de bacon (não usei, imagino que fique bom, mas não senti falta)
2 cebolas roxas pequenas, descascadas e picadas finamente
2 cenouras descascadas e picadas
2 talos de salsão (aipo) aparados e picados (não usei)
1/2 cabeça de funcho (erva-doce) picada (não usei)
3 dentes de alho descascados e picados finamente
1 punhado de manjericão fresco, folhas e talos separados (troquei por salsinha fresca)
2 latas (400 g cada) de tomates pelados
2 abobrinhas pequenas picadas (tirei a casca e o miolo esponjoso)
1 batata média descascada e picada em cubos pequenos (acrescentei, não tem na receita original)
1 xícara de milho verde cozido (acrescentei, não tem na receita original)
1 taça de vinho tinto
200 g de acelga ou espinafre, lavado e picado grosseiramente (usei espinafre congelado)
550 ml de caldo de galinha ou de presunto ou de legumes (usei de legumes)
80 g de massa de macarrão seca e curta (usei serpentini, se usar massa longa, quebre antes)
1 pedaço de queijo parmesão, para servir (não usei)
Azeite de oliva para refogar
Azeite de oliva extra-virgem para servir

Primeiro faça o refogado (soffritto): aqueça um pouco de azeite de oliva numa panela com cabo e junte o bacon (que eu não usei), a cebola, a cenoura, o salsão, o funcho, o alho e os talos de manjericão (no caso usei os talos da salsa) bem picados. Refogue lentamente em fogo baixo, com a tampa pela metade, por cerca de 15 minutos, ou até que fiquem macios, mas não escuros.
Acrescente os tomates, a batata, as abobrinhas e o vinho tinto e cozinhe em fogo brando por 15 minutos. Depois disso, acrescente o caldo e deixe cozinhando até as batatas ficarem levemente cozidas, uns 10 minutos (adicionei também um pouco de sal, já que eu não usei o bacon). Por fim, junte o espinafre (ou a acelga) e o feijão. Acrescente a massa de macarrão e deixe ferver até que a massa esteja cozida. Se for preciso, junte um pouco mais de caldo de legumes ou o caldo do feijão reservado, ajustando a consistência da sopa conforme o seu gosto. Prove e tempere com sal e pimenta. Sirva com as folhas de manjericão (usei folhas de salsinha) rasgadas por cima e um pouco de azeite de oliva extra-virgem. Se desejar, rale um pouco de parmesão sobre a sopa.

Fonte: A Itália de Jamie – Jamie Oliver.

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Salada 7 cereais com Cebola Dourada

Essa é uma ótima refeição vegana que você pode preparar em 30 minutos e ficar bem satisfeito. Usei o que eu tinha em casa, mas ela pode variar de inúmeras formas, sempre usando, além do 7 cereais: uma ou mais verduras cruas raladas; um ou mais grãos como feijão, ervilha, grão-de-bico ou lentilha; e proteínas, como castanha-do-pará, gergelim, coco ralado… a ideia é ter pelo menos um elemento de cada, para que ela fique rica e sirva como prato único.

Ingredientes (4 porções):
1 xícara de 7 cereais integrais (mix de arroz e outros cereais)
3 xícaras de água ou caldo de legumes
1 xícara de cenoura crua ralada
1 xícara de milho verde cozido
1 xícara de amêndoas levemente tostadas (poderia ser qualquer tipo de castanha picada)
1 cebola roxa cortada em meias-luas
Sal e pimenta a gosto
Azeite de oliva extra-virgem a gosto
Gotinhas de limão ou vinagre de vinho branco
Cebolinha picada a gosto (poderia ser salsa ou coentro)

Leve a água ou o caldo ao fogo alto. Quando ferver, acrescente o 7 cereais e tempere a gosto, se for o caso (como usei caldo, não coloquei nada, nem sal). Deixe cozinhar por cerca de 30 minutos, observando se precisa de mais água. Doure as cebolas numa frigideira em fogo alto com um pouco de azeite: a ideia é caramelizar um pouco, mas ainda deixando-as crocantes. Reserve. Quando o arroz estiver cozido e seco, deixe-o descansar por 5 minutos para liberar um pouco a umidade. Monte a salada misturando o arroz, a cenoura, o milho, as amêndoas e a cebola dourada. Tempere com sal e pimenta, se necessário (usei só um pouco de pimenta). Pingue algumas gotas de limão ou vinagre sobre a salada. Finalize com um fio de azeite e cebolinha picada.

Fonte: Inspirada nesta salada da Faby, do Pimenta no Reino.

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Musse de Chocolate Vegana


É engraçado como aparecem pessoas para dizer como você deve viver sua vida. Parece frase de status do Facebook, mas não deixa de ser assustador. E o mais impressionante é que essas pessoas querem que você viva como elas, da maneira que acham certo, segundo seus próprios princípios, como se houvesse um molde de vida que servisse a todos ou fôssemos personagens de um videoclipe do Pink Floyd, marchando a favor de ser mais um tijolo na parede. E como se não bastasse, isso tudo vindo de quem no passado te inspirou a ser alguém livre de preconceitos e livre para escolher o diferente, quando verdadeiro.
Eu guardo a inspiração e escolho viver minha verdade, ainda que ela não faça sentido para quem está de fora.
E o que isso tem a ver com uma musse de chocolate? Só o fato dela ser diferente e ter que enfrentar tantos preconceitos, a coitada. Mas embora ela não entre nos moldes tradicionais de uma musse, é uma sobremesa agradável e singular, lutando para ser aceita no mundo.
Quem me indicou essa musse foi minha querida amiga Socorro, que tem estado em busca de receitas sem lactose para a filha. No meu paladar o abacate fica evidente (já testei com abacate comum e com avocado), mas muita gente que fez a receita sente apenas o sabor do cacau, portanto ajuste os ingredientes conforme seu gosto. Acompanhada de biscoitinhos doces fica bem saborosa.

Ingredientes:
300 g de abacate bem maduro (usei 2 avocados, o peso aqui é da polpa, sem casca ou caroço)
1/3 de xícara de cacau em pó
1 xícara de açúcar mascavo (adoce a gosto com o que preferir, já fiz com mel e fica muito bom)
6 castanhas-do-pará (serve para não deixar a musse aguada, caso use água)
1/4 de xícara de água mineral ou filtrada (somente se for necessário)
1/2 colher (chá) de rum (ou baunilha ou algum licor de sua preferência)

Com um processador ou liquidificador, bata a castanha-do-pará com um pouco da água pra formar um leite. Adicione o abacate e o açúcar e processe. Junte o cacau e os demais ingredientes até que fique cremoso e homogêneo. Se for necessário (principalmente se estiver fazendo num liquidificador com pouca potência), junte um pouco de água com cuidado, apenas pra facilitar o processo. Prove e veja se é necessário mais cacau ou mais açúcar conforme o seu gosto. Leve para a geladeira por no mínimo 2 horas. Na foto finalizei com raspas de castanha-do-pará.

Fonte: Cooking Books.

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Granola Caseira com Melaço de Romã

A granola, de uma maneira geral, é uma mistura de cereais que tem como base a aveia em flocos e é assada com óleo e mel, o que garante sua característica crocante e dourada. Baseando-se nisso, se você costuma comprá-la, eu sugiro com todo carinho que você prepare a sua em casa, pois é prático, simples de fazer, você adiciona os ingredientes de sua preferência e pode variá-los quantas vezes quiser.
Eu costumo começar com meio pacote de aveia em flocos e uma maçã ralada e vou adicionando sementes e outros cereais. As quantidades dos demais ingredientes variam muito, você pode retirar o açúcar e colocar mais mel, o cacau e as frutas secas são opcionais, as castanhas poderiam ser amêndoas, nozes, tudo ao gosto de cada um. O melaço de romã também é opcional, mas eu tenho usado muito pois confere um aroma especial e é levemente cítrico. Você pode encontrá-lo nas seções do supermercado de comida árabe como “molho de romã”.
Sou suspeita pra falar de granola pois acho uma ótima maneira de comer cereais e adoro acompanhá-la com iogurte natural. E quando ela começa a envelhecer, eu preparo Muffins de Granola. Acredite: quando o cheiro de canela e romã invadir sua cozinha você nunca mais pensará em comprar granola novamente.

Ingredientes:
250 g de aveia em flocos grossos
100 g de gérmen de trigo (ou uma mistura de gérmen com farelo)
100 g de açúcar mascavo
25 g de cacau em pó
60 g de sementes de girassol
50-100 g de quinoa em flocos
50-100 g de sementes de gergelim
50-100 g de sementes de linhaça
150 g de castanha-de-caju natural (não torrada)
2 colheres (chá) de canela em pó
2 colheres (sopa) de melaço de romã (vendido como molho de romã)
2 colheres (sopa) de mel
2 colheres (sopa) de óleo de coco (pode ser de milho, de girassol, de canola)
1 maçã ralada no ralo fino (use inclusive o suco que se forma)
50-100 g de uvas passas (ou outra fruta seca – adicione apenas depois de pronta)

Aqueça o forno em 160° (forno baixo pra médio). Numa assadeira grande, vá juntando todos os ingredientes, com exceção das uvas passas. Misture tudo muito bem, de preferência com as mãos, para que os ingredientes secos absorvam bem os ingredientes líquidos e a granola fique uniforme. Leve para assar por 15 minutos, retire a assadeira (mas não apague o forno) e mexa tudo, para que asse por igual. Volte pro forno e deixe mais 10 minutos. Misture novamente e por fim, mais 10 minutos (total de 35 minutos), se necessário, com cuidado pra não deixar queimar. Deixe esfriar na assadeira e quando tiver morno, misture bem pra soltar. Guarde em potes fechados. Dura de 15 a 30 dias.