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Espaguete à Carbonara


Essa massa é daquelas que todo mundo tem sua versão e a minha é esta, não muito fiel à original, porém do jeito que eu gosto. Ela é bem prática e rápida de fazer e a coloco aqui tão somente porque sempre que faço, alguém pede a receita, então vou postá-la aqui pra simplificar. Na foto uma versão que fiz com menos creme de leite do que pede a receita. Muito bom.

Ingredientes:
500 g de espaguete (geralmente uso o Barilla nº 5)
100 g de bacon em cubos
2 ou 3 caixinhas de creme de leite (ou o equivalente fresco)
1 ovo
3 gemas
10 a 12 colheres (sopa) de queijo parmesão
Sal a gosto
Pimenta-do-reino ralada na hora

Enquanto a massa cozinha em bastante água, frite o bacon numa panela grande. Numa vasilha, bata o ovo e as gemas, tempere com sal e pimenta e acrescente o queijo. Bata bem. Junte em seguida o creme de leite e misture. Quando a massa estiver pronta, junte-a à panela com o bacon e mexa ligeiramente. Coloque o creme sobre a massa e misture, incorporando tudo. Deixe só alguns minutos no fogo, apenas o suficiente para aquecer tudo e as gemas cozinharem. Sirva imediatamente.

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Sopa de Milho Verde


Milho dando sopa, literalmente. Ficou uma delícia, é daquelas sopas capazes de curar alguém da gripe, bem “levanta moral”. Acompanhantes foram as torradinhas – essenciais com sopa, pra mim, ainda que as de pão francês sejam melhores – e um punhadinho de queijo ralado, porque a sopa já estava muito light com esse bacon todo.
Durante o processo de passar o milho na peneira, percebi que grande parte do milho iria se perder, então guardei o “bagaço” pra ver se faço alguma coisa com ele amanhã, talvez um pão (se alguém tiver alguma sugestão…).

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de azeite
3 dentes de alho picados
4 xícaras de milho verde (mais ou menos 5 espigas)
4 fatias de bacon* em pedaços
6 xícaras de caldo de galinha (usei de legumes)
2 colheres (sopa) de farinha de trigo**

Coloque numa panela o azeite e leve ao fogo para esquentar bem. Junte o alho e frite até dourar. Acrescente o milho, o bacon e misture. Refogue por 5 minutos. Coloque no liqüidificador, junte um pouco do caldo e bata bem. Passe por uma peneira e ponha em uma panela com o caldo restante e a farinha dissolvida em um pouco de caldo. Leve ao fogo, mexendo sempre, até ferver, engrossar ligeiramente e sentir o sabor do milho cozido. Rende de 3 a 4 porções.

*Acho que 4 fatias é muito bacon, se eu repetir a receita, com certeza usarei bem menos.
**Por erro da revista, a quantidade de farinha de trigo não aparece nos ingredientes, usei 2 colheres, acho que ficou bom.

Update: Pão de Milho feito com o bagaço.

Fonte: Revista Claudia Cozinha de junho de 2006.

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Quiche de Macaxeira


Essa receita é um clássico na família: sempre fazia quando havia festas de natal na casa da minha mãe, e como esse ano fui para a minha madrinha, resolvi levar pra lá e acho que gostaram. Além do jogo de palavras que dá nome ao blog, a receita existe.
Que pena que meu “fotógrafo” não tirou foto dos quitutes de tia Fátima e prima Isabel, que arrasaram com um rocambole de carne, um bacalhau e uma torta de chocolate com uvas que deixou todo mundo triste de alegria. Foi um ótimo natal!

Ingredientes:
1 kg de macaxeira
sal a gosto
3 colheres (sopa) de manteiga
1 xícara de creme de leite fresco
1/2 colher (chá) de noz moscada
100 g de bacon magro em cubos
1 cebola grande picada
3 gemas
3 claras

Cozinhe a macaxeira na água com sal e passe no espremedor de batatas, moedor ou processador, ainda quente. Misture a manteiga, mexendo bem com uma colher de pau (eu misturei ainda no processador). Junte o creme de leite e a noz moscada. Reserve.
Frite o bacon até que doure, junte a cebola e frite mais um pouco. Junte à massa de macaxeira. Adicione as gemas e por último as claras em neve, mexendo cuidadosamente.
Unte com manteiga uma travessa retangular refratária e despeje a massa. Asse em forno moderado (170°) por aproximadamente 1 hora. Decore com bacon frito, tomate, pimentão (decorei esse com pimentão vermelho). Serve como entrada ou como acompanhamento de assados.

Fonte: Recorte do caderno de receitas.

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Pizza | Pissaladière


Uma vez fiz essa receita completa de Pissaladière da Fernanda e gostei muito. Ela sugere que a massa poderia ser usada para pizza e resolvi tentar hoje com essa intenção. O recheio eu segui à moda da Akemi, que casou com o que eu tinha em casa e deu certo: Gil e Lílian vieram aqui em casa e gostaram muito. O Gil inclusive quer abolir suas receitas de pizza e passar a usar essa massa agora.

Ingredientes:
Massa:
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento biológico seco
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de azeite
1 xícara de água morna

Recheio:
molho de tomate; mozarela; bacon em cubos fritos; milho verde; azeitonas.

No processador, com a lâmina de plástico, coloque a farinha, o sal e o fermento e pulse por 5 segundos para misturar. Ligue na velocidade normal e pelo tubo adicione devagar o azeite e a água, até formar uma massa compacta – uns 15 segundos. Retire a massa do processador e amasse de leve numa superfície enfarinhada. Forme uma bola e coloque numa vasilha pequena untada com azeite. Cubra com plástico bem apertado e deixe crescer por 1 hora e meia.
Abra a massa (eu dividi em duas partes e deu 2 pizzas). Segure a massa pela ponta e vá puxando, ela vai esticando e tomando forma. Pode pôr em cima de uma folha de papel manteiga e ir puxando (eu usei as mãos e um rolo). Coloque numa forma. O forno deve estar preaquecido em 260°. Cubra a massa com o recheio. Asse por 15 minutos. Sirva imediatamente.

Fonte: Chucrute com Salsicha e Pecado da Gula.

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Baião-de-dois


Ultimamente aqui em Fortaleza as casas especializadas em baião-de-dois fazem o que se pode chamar de baião “branco”, com feijão verde. Mas o baião que eu gosto é desse tipo que o arroz toma um pouco a cor do feijão (de corda ou preto) e essa receita agradou todo mundo que veio almoçar aqui hoje. Ele fica pastoso (eu cheguei a pensar que tinha colocado muita água, mas quando vi a foto do livrinho de onde tirei vi que estava igual ao meu). Vou colocar como fiz, no original havia toucinho, que eu substituí pelo bacon, no lugar do óleo era azeite de oliva, e por minha conta acrescentei nata, que é essencial num baião, pra mim. Nada light, realmente, mas de ficar triste de felicidade e como o estrago estava feito (porque não precisava, por ser prato único), ainda foi acompanhado por macaxeira frita. Bom demais.

Ingredientes:
1 kg de carne-seca cortada aos pedaços
2 e 1/2 xícaras de feijão de corda
100 g de bacon em cubos
5 litros de água
4 dentes de alho
1 cebola grande
4 colheres (sopa) de óleo de girassol
1 e 1/4 xícara de arroz
1/4 xícara de coentro picado
1/4 xícara de cebolinha verde picada
200 g de queijo coalho cortado em forma de bastão
4 colheres (sopa) de nata salgada

Dois dias antes coloque a carne-seca numa tigela grande, cubra com água e deixe na geladeira coberta, trocando a água a cada 4 horas (troquei apenas umas 3, 4 vezes por dia e só). Na véspera, coloque o feijão numa tigela média, cubra com água e deixe de molho até a hora de preparar a receita (não deixe passar de 12 horas, pro feijão não fermentar).
Escorra a água do feijão e da carne-seca e transfira-os para uma panela grande. Acrescente o bacon, 4 litros de água e leve ao fogo alto. Como a minha panela era grande, mas não tão grande, coloquei 2 litros de água e fui deixando sempre um litro para ferver em outra panela, pra ir acrescentando. Não quis fazer em panela de pressão pois era muito feijão e tenho a impressão que fica melhor assim. Não reparei muito no tempo, mas se não me engano em 2 horas de cozimento o feijão e a carne já estavam bem macios. Aqui é a hora de ver se está bom de sal, no meu caso precisou, apesar da carne salgada.
À parte, pique o alho e a cebola e refogue-os no óleo, em fogo médio, até dourar. Junte o feijão (ou junte ao feijão, se for continuar na mesma panela) e misture. Adicione o arroz, a água restante, o coentro, a cebolinha e cozinhe até o arroz ficar macio. Se quiser pode ir acrescentando a água aos poucos, se não quiser que fique muito pastoso.
Ainda tinha um pouco de água quando acrescentei a nata, misturei um pouco e depois o queijo. Deixe secar mais um pouco, mas ainda fica um pouco molhado, que seca à medida que vai esfriando.

Fonte: Cozinha Brasileira – Nordeste (Claudia Cozinha Especial), que se baseou numa receita de um livro de Raquel de Queiroz.

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Suflê de Ervilha e Bacon


Fazia tempo que eu não fazia um suflê e essa receita me pareceu tão prática! No original era um suflê de abóbora, mas ervilha com bacon era o sabor que eu tinha em casa. As fotos não ficaram boas, mas tirar foto de suflê antes de murchar é complicado. Ficou bem suave mas um pouco salgado, talvez pelo queijo.

Ingredientes:
1 pacote (80g) de sopa-creme de ervilha com um toque de bacon (use a sopa-creme de sua preferência)
2 xícaras de leite
1 xícara (chá) de queijo prato ralado (eu usei coalho)
6 claras
1 colher (chá) de fermento em pó

Unte seis ramequins com manteiga e reserve.
Dissolva o conteúdo do pacote no leite. Leve ao fogo médio, mexendo, por 5 minutos ou até engrossar. Tire do fogo e deixe amornar.
Aqueça o forno a 180°. Misture o queijo com o creme de ervilha. Bata as claras em neve e junte o fermento. Misture ao creme de ervilha com uma espátula, delicadamente.
Distribua o suflê entre os ramequins. Asse por 25 minutos ou até dourar (o meu eu tirei com 30 minutos pois as bordas já estavam bem douradas).

Fonte: Revista Claudia Cozinha de junho de 2006.