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Cupcake Princesa

Para quem não sabe, eu tive uma lojinha virtual de brownies e cupcakes por um tempo. Dia desse a Marcella lembrou desse cupcake que eu costumava fazer na época e pediu a receita. Ela disse que até sonhou com ele, porque parecia uma jóia. No entanto ele é bem simples: uma massa básica de chocolate com uma cobertura de ganache branca tingida de rosa. Fazer coberturas usando chocolate branco pode ser um pesadelo, pois algumas vezes pode dar errado, mas eu sugiro esse vídeo da Sam que explica como fazer de maneira bem detalhada. Peço desculpas pela receita da cobertura não cobrir a quantidade total de bolinhos, mas como eu fazia muitos ao mesmo tempo, para diversas coberturas, isso não atrapalhava.

Cupcakes de Chocolate
Ingredientes (cerca de 8 cupcakes):
25 g de cacau em pó ou 35 g de chocolate em pó
120 ml de água fervente
90 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento
Pitada de sal
60 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
100 g de açúcar
1 ovo grande
1 colher (chá) de extrato de baunilha

Preaqueça o forno em 180º. Separe 8 forminhas de papel para cupcakes e arrume-as na forma. Numa tigela pequena, misture o chocolate e a água, até que fique homogêneo, e deixe esfriar. Em outro recipiente, peneire a farinha de trigo, o fermento e o sal juntos. Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até que se tornem um creme claro. Adicione os ovos, um por vez, batendo bem a cada adição. Junte a baunilha e bata mais um pouco. Acrescente a maior parte do trigo, misturando apenas para incorporar. Acrescente o chocolate e misture para que fique macio e homogêneo. Por fim, junte o restante do trigo e misture bem (nessa hora, caso a massa esteja muito líquida, você pode acrescentar 1 ou 2 colheres de farinha de trigo – a massa deve ficar mole, mas não escorrendo demais). Preencha 2/3 das formas e asse por 16 a 20 minutos, até passar no teste do palito.

Cobertura de Chocolate Rosa (cobre 4 ou 5 cupcakes)
Ingredientes:
200 g de chocolate branco bem picado
50 g de creme de leite de caixinha
Corante alimentício em gel cor de rosa
Confeitos prateados de 2 tamanhos

Numa panelinha, aqueça o creme de leite até que comece a ferver nas bordas da panela. Retire do fogo e acrescente o chocolate, misturando bem para que fique homogêneo. Transfira para uma tigela, adicione uma gota de corante por vez até atingir a cor desejada e leve para o freezer por cerca de 15 minutos. Retire do freezer e mexa vigorosamente com uma espátula ou colher de pau até que a mistura fique bem firme. Se não conseguir, deixe mais um tempo no freezer e tente novamente. Aplique sobre o cupcake com um saco de confeitar com bico tipo 1M ou 1C (costumo usar mais o 1C). Finalize aplicando os confeitos.

Fonte: Massa adaptada de Joy of Baking e cobertura baseada nessa postagem da Sam.

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A Diferença entre Muffins e Cupcakes

Mesmo com toda a popularidade de cupcakes e muffins, muitas pessoas ainda têm dúvidas de qual a diferença entre eles, muitas vezes apontada como a simples questão de ter cobertura ou não. Apesar de terem aparência semelhante e serem assados no mesmo tipo de forminhas, muffins e cupcakes representam dois tipos de bolos bem diferentes.

Muffins: o muffin é um tipo de quick bread, ou seja, sua massa é feita com uma técnica bastante simples e rápida, em que os ingredientes secos são misturados em uma tigela e os líquidos em outra, para logo em seguida todos serem misturados rapidamente (a massa não deve ser batida, apenas misturada ligeiramente com um garfo ou uma espátula, podendo até ficar encaroçada). A gordura usada no preparo é sempre em forma líquida, como óleo vegetal ou manteiga derretida, e os ovos são ligeiramente batidos, apenas para misturar. Essa técnica é a mesma usada para fazer panquecas e waffles, por exemplo. Caso você asse a massa de um muffin no formato de um bolo único (geralmente numa forma de bolo inglês), ele passa a ser chamado de Bread ou Loaf, que seria algo como um Pão-Bolo, pois a textura da massa é diferente da de um bolo propriamente dito. Exemplo de Muffin. Exemplo de Pão-Bolo.

Como é preparado para o café-da-manhã ou lanche da tarde, os muffins têm a característica de incorporar ingredientes saudáveis, como frutas, castanhas, grãos, sementes e especiarias, mas podem também receber gotas de chocolate, coberturas ou outros complementos mais festivos. O muffin é um bolo mais denso, não costuma esfarelar e tem uma aparência mais dura.

Cupcakes: o cupcake é um tipo de bolo amanteigado preparado conforme as técnicas tradicionais de bolo, geralmente iniciando o preparo batendo a manteiga e o açúcar até que forme um creme branco. A gordura usada no preparo é a manteiga em temperatura ambiente e os ovos são batidos e incorporados a esse creme (algumas receitas de bolo podem usar claras em neve separadas, mas é menos comum essa maneira ser usada em cupcakes). Exemplo de Cupcake.

O cupcake nada mais é que um bolo assado em formas individuais. No entanto, bolos muito úmidos podem soltar fácil das forminhas de papel, então as pessoas acabam usando receitas de bolo um pouco mais sequinhas para seus cupcakes, o que não é um problema, já que eles recebem uma cobertura generosa para compensar. É comum também que eles tenham recheio e sejam decorados, afinal são consumidos em situações festivas. O cupcake é um bolo mais fofo, tende a esfarelar e tem uma aparência mais macia.

O que define cada um deles, portanto, é a massa, pois mesmo que você coloque uma cobertura sobre um muffin, ele não se tornará um cupcake, será um muffin com cobertura. E mesmo que você não aplique uma cobertura em seu cupcake, ele não será um muffin.

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Panetone


Confesso que nunca fui muito fã de panetone ou qualquer coisa que levasse frutas cristalizadas. Mas isso porque os panetones industrializados geralmente usam frutas de péssima qualidade (mamão verde com corante). Ao fazer um caseiro, você pode escolher as frutas de sua preferência, afinal o panetone nada mais é que um pão macio e amanteigado com frutinhas. Cranberries secas, uvas passas, caju em passas… Eu usei damascos e tâmaras secas.
Nesta receita, o pão fica bem com textura de brioche. A distribuição das frutas não ficou perfeita, mas acredito que é porque eu deixei a massa bem úmida, não queria que ele ficasse seco depois de esfriar. É uma ótima receita pra quem nunca fez panetone, se você já fez qualquer pão com sova, não tem mistério nenhum, tanto que no dia seguinte eu fiz novamente.

Ingredientes:
400 g de farinha de trigo (mais 1/4 de xícara para dar o ponto)
1/2 colher (chá) de sal
5 g de fermento biológico seco (ou 15 g do fresco)
120 ml de leite morno
2 ovos levemente batidos
2 gemas
6 colheres (sopa) de açúcar
150 g de manteiga em temperatura ambiente
150-200 g de frutas secas de sua preferência (usei damascos e tâmaras)
1 colher (sopa) de rum (dessa vez usei Cointreau)
1/2 colher (sopa) de extrato de baunilha
Raspas de 1 limão (usei algumas gotinhas do sumo também)
1 pitada de noz moscada
Manteiga derretida para pincelar (1 a 2 colheres de sopa)

Prepare um recipiente fundo para assar o panetone. Eu usei uma lata (daquelas de cereais) com 13 cm de altura e 13 cm de diâmetro pois eu queria que ficasse bem alto (a receita original sugere uma forma funda de 15 cm de diâmetro). Se usar uma lata (veja aqui como preparei a lata), coloque uma assadeira pequena embaixo para servir de apoio na hora em que for retirar do forno. Você pode usar uma forma grande de suflê ou formas de papel próprias para panetone. Unte bem a sua forma com manteiga e, usando papel manteiga, faça um círculo para forrar o fundo da forma e um cilindro para forrar as laterais, de forma que este cilindro seja mais alto que ela, passando uns 8 cm, para que o pão tenha bastante espaço para crescer. Este da foto ficou com 18 cm de altura depois de assado.

Peneire a farinha de trigo e o sal numa tigela grande e faça um buraco no centro. Misture o fermento com o leite morno e despeje sobre esse buraco, juntamente com os ovos inteiros. Vá misturando com um garfo, somente no centro, adicionando, com o movimento, a quantidade de farinha de trigo necessária para que se forme uma pasta grossa. Polvilhe um pouco de trigo sobre essa pasta e leve para um local sem correntes de ar para descansar por 30 minutos e formar a esponja.

Agora adicione as gemas e o açúcar e misture tudo, inclusive o trigo que ficou nas laterais da tigela, até formar uma massa macia. Incorpore a manteiga e leve para sovar numa bancada levemente enfarinhada. Nessa etapa a massa fica bem mole. Você pode acrescentar mais um pouco de farinha, se for necessário. Eu usei 1/4 de xícara a mais. O ponto é uma massa lisa e úmida, mas que solta levemente das mãos, não acrescente farinha demais. Para que não grude tanto, use uma espátula de silicone ou raspador para ajudar a soltar da bancada. Sove por uns 5 minutos. Volte-a para a mesma tigela (se usar outra tigela, unte levemente com manteiga), cubra com filme plástico e/ou um pano e deixe crescer por 1 hora e meia a 2 horas, num local sem correntes de ar, até que dobre de tamanho.

Enquanto isso, pique as frutas e coloque-as num recipiente com o rum, as raspas de limão, a baunilha e a noz moscada. Misture tudo e reserve. Terminado o descanso, soque a massa e despeje-a sobre a bancada novamente (levemente enfarinhada). Adicione as frutas e incorpore-as na massa levemente. Faça uma bola e despeje com cuidado na forma preparada. Cubra com um pano e leve para crescer, dessa vez por 1 hora ou até que dobre de tamanho. Faltando uns 20 minutos para terminar o descanso da massa, acenda o forno em 200°.

Faça um corte de cruz no topo da massa e pincele com metade da manteiga derretida. Asse o pão por 20 minutos. Abra o forno, pincele novamente o topo com o restante da manteiga e abaixe a temperatura para 180°. Asse por mais 25 a 30 minutos, ou até que esteja bem dourado. Deixe esfriar por 10 minutos antes de desenformar. Esfrie em grelha.

Fonte: Afternoon Tea – Molly Perham.

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Sacripantina [5 anos de blog]


Não sou muito fã de tortas feitas com pão-de-ló, mas sempre tive curiosidade com a torta Sacripantina, uma sobremesa de origem italiana que fez muito sucesso no Brasil na década de 50 e que lembra um pouco o Tiramisù. Pelo pouco que encontrei sobre a torta, ela foi inventada por Giovanni Preti, em 1851, para homenagear o personagem Sacripante, do poema Orlando Furioso, por sua personalidade arrogante, sedutora e robusta.

Realmente, robusta é uma boa definição para a Sacripantina, com suas camadas de creme amanteigado à base de zabaione, enriquecidas com café e chocolate e cobertas por biscoitos Amaretti. É uma torta trabalhosa, para ocasiões especiais, e ela foi escolhida para comemorar os 5 anos do Quiche de Macaxeira.

Caso queira diminuir o teor alcoólico da receita, sugiro molhar o bolo com uma calda comum de açúcar ou diluir um pouco a bebida que for usar. Do contrário, faça um brinde a cada fatia.

E não esqueçam de conferir o resultado do sorteio!

Ingredientes:
Pão-de-ló:
60 g (1/2 xícara) de farinha de trigo
55 g (1/2 xícara) de amido de milho
1 pitada de sal
4 ovos, em temperatura ambiente, separados
3/4 xícara de açúcar
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha

Recheio:
150 g de chocolate meio amargo picado
2 colheres (sopa) de café instantâneo
2 colheres (sopa) de água
4 gemas grandes
3/4 de xícara de açúcar
1/3 de xícara de conhaque (usei Cointreau)
300 g (1 e 1/2 xícara) de manteiga

Montagem:
1/2 xícara de vinho Marsala ou do Porto (usei do Porto)
3 xícaras de biscoito amaretti ou biscoito champanhe esmigalhado
Açúcar de confeiteiro e/ou cacau em pó a gosto

Aqueça o forno a 180°. Unte o fundo e as laterais de 2 fôrmas de 20 cm de diâmetro (usei 2 fôrmas comuns de 18 cm, a receita sugere uma forma grande de aro removível de 20 cm). Forre o fundo das fôrmas com um disco de papel manteiga e polvilhe tudo com um pouco de farinha de trigo, retirando bem o excesso.

Para a massa, primeiro separe numa tigela pequena a farinha, o amido e o sal. Reserve.
Bata as gemas na batedeira com 1/4 de xícara do açúcar e a baunilha, até que fique um creme esbranquiçado. Em uma outra tigela, bata as claras em velocidade baixa, até espumar. Aumente a velocidade gradualmente e bata até formar picos moles. Vá acrescentando o açúcar restante, 1 colher de chá de cada vez, e continue batendo até formar picos firmes. Com uma espátula, misture as gemas às claras. Acrescente a farinha, peneirando por cima, em três adições e incorpore delicadamente. Despeje a massa nas fôrmas e asse o pão-de-ló por 20 a 25 minutos (os meus assaram em 22 minutos) ou de 35 a 45 minutos se usar apenas uma fôrma grande. Ele deve ficar dourado e passar no teste do palito. Passe uma faca ao redor da fôrma, para soltar a massa, retire o papel, desenforme e deixe esfriar sobre grade.

Para os recheios, derreta o chocolate em banho-maria ou microondas e dissolva o café em 2 colheres de água. Reserve-os. Bata as gemas e o açúcar, junte o conhaque e coloque-os numa tigela em banho-maria com água quente, sem ferver (a tigela não deve encostar na água). Bata essa mistura constantemente, até engrossar (você pode fazer isso com um fouet ou usar uma batedeira de mão). Retire do fogo e continue batendo por 4 a 9 minutos até esfriar, adicionando 1 colher de sopa de manteiga de cada vez (nessa parte é melhor com batedeira). Bata até ficar um creme liso. Divida o creme em duas partes iguais. Ao primeiro creme você adiciona o chocolate derretido e, ao segundo, o café dissolvido. Em cada um, bata mais um pouco para que misture bem.

Para a montagem, corte cada pão-de-ló em duas camadas iguais (ou em quatro camadas iguais, se fizer na fôrma grande) com a ajuda de uma faca grande de serra. Pincele as camadas com o vinho Marsala ou do Porto, umedecendo bem. Espalhe com uma espátula um pouco de creme de café sobre uma camada do pão-de-ló. Cubra com mais uma camada do bolo e espalhe por cima uma parte do creme de chocolate (cerca de 6 colheres de sopa). Coloque por cima mais uma camada de bolo e espalhe umas 5 colheres do creme de café. Cubra novamente com bolo e espalhe o creme de chocolate sobre toda a torta. Leve à geladeira por alguns minutos e espalhe o restante do creme de café sobre tudo. Polvilhe toda a torta com os biscoitos esmigalhados e leve para gelar. Antes de servir, polvilhe com cacau em pó e/ou açúcar de confeiteiro.

Fonte: Recorte antigo sem fonte, acredito que alguma revista Claudia antiga.

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Bolinho de Anjo com Brigadeiro de Abacaxi ao Vinho Branco

Não foi fácil fazer uma sobremesa em equipe, foi bem mais difícil que eu imaginei. Principalmente porque a maior parte das pessoas estava bem sem vontade e eu cheguei mesmo a desistir por ver que só eu estava empolgada. No último minuto improvisamos algumas idéias e saiu esta sobremesa, que ficou bem saborosa pro meu gosto. Apesar do brigadeiro ser doce, a redução e o abacaxi são ácidos e a castanha faz a parte crocante. A crítica que recebemos da professora foi só estética: ela queria mais contraste no prato, apesar de termos explicado que a idéia era uma coisa meio diáfana mesmo, pra combinar com o bolo de anjo, como se fosse uma sobremesa angelical (a foto não ficou boa pois tirei no meio da avaliação e a luz da sala não favoreceu). Se tivéssemos usado chocolate ou canela, pelo menos pra mim, teria estragado o sabor do prato, mas o que importa é que no final tudo se resolveu e todos da equipe ficaram satisfeitos.

Ingredientes:
Bolo de anjo (Le Cordon Bleu) (4 porções):
4 claras
1 colher (chá) de extrato ou essência de baunilha
1/2 colher (sopa) de cremor tártaro
90 g de açúcar
30 g de farinha de trigo peneirado
10 g de amido de milho peneirado

Bata as claras com o extrato até que fiquem fofas e esbranquiçadas. Adicione o cremor e bata até endurecer. Junte o açúcar aos poucos e depois incorpore com uma espátula a farinha e o amido peneirados. Distribua a massa em 4 forminhas de buraco no meio (usei umas de silicone). Bata as formas numa bancada para baixar um pouco a massa, a fim de que não fique buracos nos bolinhos. Asse por cerca de 15 minutos ou até crescer e dourar. Deixe esfriando de cabeça pra baixo sobre uma grade. Desenforme com cuidado.

Brigadeiro de Abacaxi ao vinho branco e castanha-do-pará
Faça um brigadeiro branco com 1 lata de leite condensado, 1 colher (sopa) de manteiga e 1/2 xícara de castanha-do-pará picada. Deixe cerca de 2 xícaras de abacaxi picado de molho em vinho branco (1/4 de garrafa) por várias horas (pode ser de véspera). Escorra o vinho e misture o abacaxi ao brigadeiro já pronto. Preencha o buraco do bolo de anjo com o brigadeiro.

Redução de vinho branco
Deixe reduzir os 3/4 da garrafa de vinho com um pouco de açúcar até que fique levemente caramelado e grosso. Use para finalizar o bolo de anjo.

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Sachertorte [Bolo Austríaco de Chocolate]


Tudo começou com uma geléia de damascos. Estou fazendo o curso de confeitaria do Senac, e semana passada começamos a parte prática do curso, iniciando por doces, compotas e geléias. Dentre as que fizemos, a que mais gostei foi a de damascos com laranja, e resolvi tentar fazê-la em casa. Não ficou tão boa quanto a da minha professora, mas deu pra passar. Depois da geléia pronta, lembrei desse clássico bolo que leva ela como recheio. Encontrei essa receita bem detalhada e foi perfeita para a ocasião do aniversário de uma amiga. É um bolo mais pro amargo que pro doce, com uma massa mais seca, um pouco quebradiça na hora que assa (é melhor fazer a massa de véspera). Teria ficado melhor se eu tivesse molhado o bolo com a calda, mas na pressa passei essa etapa. Agora estou aqui imaginando o que fazer com o restinho da geléia… Um sorvete, talvez?

Ingredientes:
Massa:
91 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
91 g de açúcar (para a manteiga)
113 g de chocolate meio-amargo derretido
5 ovos grandes, separados
1 colher (chá) de extrato de baunilha
1 pitada mínima de sal
68 g de açúcar (para as claras)
80 g de farinha de trigo + 11 g de amido de milho, peneirados juntos.

Calda para molhar o bolo (opcional, não fiz):
2 colheres (sopa) de uma calda com duas partes de açúcar para uma parte de água.
Um lance de Kirschwasser ou de licor de cereja

Recheio:
Cerca de 6 colheres (sopa) de geléia de damasco

Ganache de Chocolate:
150 g de creme de leite
150 g de chocolate amargo picado
25 g de manteiga sem sal, temperatura ambiente

Cobertura de Chocolate:
150 g de creme de leite
150 g de chocolate meio-amargo picado
50 g de manteiga sem sal, temperatura ambiente

Preaqueça o forno em 165°. Unte uma forma redonda de 20 cm, forre o fundo com papel manteiga, untando o papel também. Se a forma não for anti-aderente, polvilhe um pouco de farinha de trigo.
Bata a manteiga e o açúcar na batedeira até que fique um creme esbranquiçado e fofo. Adicione o chocolate derretido (já frio), as gemas e a baunilha, um de cada vez, batendo bem a cada adição. Reserve.
Bata as claras em neve com o sal. Adicione o açúcar e bata até atingir picos moles. Usando uma espátula, vá incorporando aos poucos as claras e a mistura de trigo, alternando um e outro. Comece pelo trigo e termine com as claras.
Despeje a massa na forma preparada e leve para assar imediatamente, por 45 minutos a 1 hora, ou até passar no teste do palito.
Deixe esfriar totalmente em temperatura ambiente.

Ganache e Cobertura (o mesmo procedimento para os dois processos):
Numa panela pequena, ferva o creme de leite e retire-o do fogo. Deixe esfriar até 88° e adicione o chocolate. Deixe descansar por um minuto e comece a mexer em movimentos circulares para que fique homogêneo. Quando a mistura atingir 35°, adicione a manteiga e continue mexendo até que fique bem incorporado (confesso que fiz mais por intuição, pois meu termômetro culinário não é muito bom). O resultado deve ser brilhante e homogêneo. Use imediatamente.

Montagem:
Divida o bolo ao meio, nivelando as metades, se necessário. Molhe as camadas com a calda. Distribua um pouco da geléia sobre a primeira camada, cubra-a com a segunda e passe mais geléia sobre a segunda. Cubra o bolo com o ganache, topo e laterais, o mais liso possível. Leve à geladeira por meia hora. Depois é a vez da cobertura, que você pode derramar sobre o bolo e deixar escorrer (começando pelas laterais e depois o topo) ou trabalhar com uma espátula para deixar liso. Leve à geladeira novamente até pouco antes da hora de servir. Se desejar, decore o bolo com a palavra “Sacher”. Sirva com uma bola de chantilly do lado.

Fonte: Apple Pie, Patis e Pâté.